Gás no debate

Coluna Esplanada / 11/08/2020 - 00h01

O setor de exploração e produção vive uma batalha com a Nova Lei do Gás. De um
lado, o projeto vai tirar da Petrobras o monopólio, a fim de abrir o mercado e, espera
assim o Governo, baratear o produto na praça em 40% – desde o botijão até o gás
industrial. Em outra frente, congressistas ouvem reclamações da Abegás, ainda contrária
ao PL. Estes apontam ausência de solução para a construção de gasodutos, a fim de
distribuir melhor o produto (hoje, 40% do gás explorado, em mar e terra, são reinjetados
por falta de dutos e derretem US$ 2 bilhões em royalties que seriam destinados a
Estados). Governistas indicam implicância da Abegás, associação de empresas que não
querem a abertura do mercado. Enquanto estes atuais investidores do setor, na cadeia
atual comandada pela Petrobras, reivindicam mais garantias.

Decolando
A Nova Lei do Gás é tão importante para alavancar a economia que o próprio presidente
Jair Bolsonaro se envolveu na pauta. Vai a Aracaju na próxima segunda-feira (17), visitar
uma termelétrica gerada a gás.

Cadeia ampla
Defensor do projeto, o relator deputado Laércio Oliveira, que convidou Bolsonaro,
resssalta que “produtos de limpeza, pisos, plásticos, vidros, fertilizantes e remédios
necessitam do gás para sua produção”.

Defensores de peso
Outros dois envolvidos na pauta são o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o
ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Além da quebra do monopólio de
exploração da petroleira, há a venda de 51% do gasoduto Brasil-Bolívia.

No Congresso
O mercado privado se mobilizou no apoio. Amanhã, entidades da indústria entregam ao
relator manifesto de apoio ao relatório apresentado e já aprovado na Comissão temática.

Radiografia do DEM
Eduardo Paes no Rio de Janeiro e Bruno Reis em Salvador são as principais apostas do
DEM para as eleições nas capitais. No Sul, Gean Loureiro, em Florianópolis, está bem
avaliado durante pandemia, segundo pesquisas para uso interno.

Te cuida, Greca
Já o prefeito Rafael Greca, de Curitiba, viu sua avaliação cair nos últimos dois meses
pelo crescimento do Covid-19 e desperta desconfiança na cúpula demista por seu
histórico de infidelidade. Essa avaliação vai determinar a distribuição do fundo eleitoral.

Sinal vermelho
O Ministério da Economia enquadrou a direção da Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT). Mandou escolher qual andar quer continuar alugando para o seu
escritório na famosa (e cara) Av. Paulista. Atualmente ocupa dois. Servidores aplaudem.

Basílica protegida
Quem passa pela Basílica de Aparecida depara-se com forte barreira sanitária contra o
Covid-19. O movimento, dizem religiosos, caiu para média de 5 mil fiéis por dia. A
Basília recebia cerca de 30 mil/dia em tempos normais. O 12 de Outubro, dia da Santa
Padroeira, sempre passa dos 150 mil romeiros.

Dá um filme
O resumo do script, por ora: ex-dono da cobra naja, proibida no Brasil, está solto em
Brasília; seu padrasto PM fechava os olhos para o crime; Dois PMs ambientais foram
afastados suspeitos de atrapalhar a investigação; Uma funcionária do Ibama afastada,
suspeita de facilitar tráfico de animais.

Mistério no Lago
Outro caso estranho em Brasília: uma festinha náutica, com aglomeração em lancha
superlotada com 11, todos sem coletes; Passageiro cai no lago, ninguém vê, a maioria
evita comentar. Piloto marcou com a Polícia e não compareceu. Corpo do jovem
advogado foi encontrado, e a Polícia Civil indica que pode encerrar o caso...

Obituário
Morreu vítima de Covid-19 em Brasília o ex-garçom do Senado João Jacó Fialho, 60
anos, conhecido por ganhar R$ 1 milhão na loteria. Era piauiense de Piranhas.
Obituário político

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, interpelou judicialmente o Google.
De semanas para cá, no perfil que o portal publica após buscas de personagens famosos,
a ex-presidente aparece nominada como “Ladrona de la nación”.

ESPLANADEIRA
# O escritório Feldens Madruga lança na quarta-feira a Zela, consultoria para
implementação de programas de prevenção a lavagem de dinheiro e auxílio na
recuperação de ativos. # André Glezer, ex-VP da Arlon Group, é o novo Head de
Investimentos da Agrotools, e não CEO como publicamos.

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