Foco Nacional

Coluna Esplanada / 31/03/2021 - 00h37

O Congresso Nacional – deputados e senadores – e em especial os presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (MG) e Arthur Lira (AL), respectivamente, são responsáveis diretos por parte dos altos números de contaminação por coronavírus em Brasília. A decisão de manter as atividades parlamentares e as portas abertas das dependências de anexos e gabinetes durante a discussão das emendas do Orçamento da União lotou a capital. Estima-se que mais de mil prefeitos e vereadores visitaram Brasília em fevereiro e parte de março, sem contar lobistas e empresários, muitos deles contaminados e assintomáticos. O resultado se vê com registros de assessores contaminados em vários gabinetes das Casas. Até domingo à noite, o DF registrava 5.757 mortes, mais de 340,4 mil contaminados e cerca de 318,8 mil recuperados da Covid-19.

Alto preço
Durante a maratona dos prefeitos e vereadores atrás de emendas, os departamentos médicos das Casas ficaram lotados. Médicos constataram numerosos casos em testes.
 
Três senadores
Há uma suspeita de que o saudoso senador Major Olímpio tenha se contaminado numa dessas visitas ao gabinete. Três senadores (Arolde de Oliveira e José Maranhão, além de Olímpio) já morreram vítimas da doença.
 
Uma cidade
O Congresso é praticamente uma “pequena cidade”. Num dia normal, cerca de 30 mil pessoas passam pelas dependências das Casas. 
 
Alívio na roça
Não é só o ex-presidente Lula quem respira aliviado com a anulação das condenações sob a caneta do então juiz federal Sérgio Moro. Comemora também quem é apontado como verdadeiro dono do sítio de Atibaia (SP), Jonas Suassuna, onde a Operação Lava Jato encontrou supostas provas mais robustas que as do caso do tríplex do Guarujá (SP). 
 
Cantinho camarada
A despeito de a Polícia Federal ter encontrado pedalinhos com nomes de netos do Lula no lago, e objetos pessoais numa suíte da casa-sede, Suassuna garante a próximos que era só um empréstimo do canto rural ao ex-presidente. Caberá à Justiça Federal no DF, agora, acolher a denúncia com provas já coletadas ou arquivar de vez o caso.
 
Quem é
Jonas Suassuna ficou rico vendendo CDs de trechos da Bíblia narrados pela voz do jornalista Cid Moreira. Depois entrou no negócio de telecomunicações, sócio da antiga Telemar. O empresário, primo do então senador Ney Suassuna, conseguiu pontes políticas e assim se aproximou de Lula da Silva, de quem virou um grande amigo.
 
Juiz decidirá
Jonas passou a oferecer o sítio a Lula depois que o petista deixou a presidência, conta a amigos, e diz que nunca esperava ter tanta complicação na Justiça por causa disso.
 
Vacina e passeio
O governador do Piauí, Wellington Dias, telefonou para Lula e convidou o ex-presidente a tomar vacina contra a Covid.
 
Minirreforma
A minirreforma ministerial do presidente Bolsonaro, que seria após a Páscoa, começou segunda-feira com a demissão do chanceler Ernesto Araújo, após pressão política – mas também empresarial de exportadores. Pelo menos cinco pastas terão mudanças.
 
Em repouso
O presidente do PRTB, Levy Fidélix, está internado se tratando contra a Covid-19, com leve melhora, diz amigo, num hospital particular de São Paulo. A Coluna não conseguiu contato com a assessoria. E a do hospital, consultada, não retornou.
 
Porradaria, não
A União dos Policiais do Brasil está irada com declarações de Roberto Jefferson, presidente do PTB, contra atuação da Guarda Municipal nas cidades no combate a quem desobedece decretos de confinamento contra a Covid-19. Jefferson pode perder candidatos militares nas eleições do ano que vem.

 

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