Esqueceram de mim

Coluna Esplanada / 25/02/2021 - 00h02

Dos quase 300 réus que foram presos pelas fases da Operação Lava Jato de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, apenas o ex-governador carioca Sergio Cabral continua na cadeia. Para o Ministério Público Federal, manter Cabral na cela é fundamental na guerra de bastidores com a Polícia Federal. Quem conhece o outro lado das portas aponta que os procuradores não engolem o fato de a PF fechar acordo de delação premiada – caso de Cabral – com aval do Supremo Tribunal Federal. O ex-governador teve seu acordo com a PF homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF, há um ano. É o único colaborador da Lava Jato que ainda vê o café passar pelas grades toda manhã.

Café na mesa
Fernando Cavendish, da Delta, com muitos contratos fraudulentos – em especial no Rio –, fechou delação com o MPF, foi condenado a 11 anos de prisão recentemente, e segue em prisão domiciliar. 
 
Passou perto
Cabral, que chegou a ser cotado para vice na chapa de Dilma Rousseff, amarga por ora 17 condenações que somam mais de 300 anos de prisão nas costas. 
 
Tô longe 
Não havia confirmação até a noite de terça-feira que o presidente do DEM, ACM Neto, fosse ontem à posse do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), seu ex-chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador. Estão hoje como água e vinho. 
 
Custo Castello
Há anos, nas mãos de diferentes presidentes da República, a Petrobras é a moeda eleitoral mais preciosa no cofre do governo, na política de controle de preços dos combustíveis (que por sua vez, claro, seguram a inflação). Desta vez, a conta no mercado chegará alta a médio prazo, porém tão forte como anteriores. 
 
Custo Brasil
A Bovespa está registrando altas retiradas de capitais do Brasil desde a demissão do presidente da petroleira, Castello Branco, decidida pelo presidente Jair Bolsonaro. São multinacionais que confiaram no discurso de Bolsonaro, na sua passagem por Davos, sobre segurança jurídica e novos tempos sem ingerência na empresa de capital aberto.
 
Previsib...
Previsibilidade é uma palavra alheia ao vocabulário do dia a dia de Brasília, mas ao citá-la tanto nos últimos dias, Bolsonaro resgatou a figura de Aécio Neves. A palavra foi o mote da campanha derrotada do tucano contra Dilma Rousseff em 2014.
 
Carro chefe
A ministra Damares Alves montou o Grupo de Trabalho ministerial para análise da vindoura Política Nacional de Direitos Humanos. Será sua bandeira da gestão. 
 
Ôh, dona Kátia!
Senadora que sugeriu medidas sanitárias no Senado, Kátia Abreu colocou mais de 30 convidados dentro de uma sala de comissão, na terça-feira, mesmo sob aviso da Polícia Legislativa sobre as restrições contra a pandemia. A turma prestigiou sua posse como presidente da Comissão de Relações Exteriores.
 
Os fiscais
Conhecido pelo discurso – e prática – de austeridade desde os tempos de deputado, o senador Reguffe vai comandar a Comissão de Fiscalização e Controle. O senador Marcos do Val será o vice. Ambos do Podemos.
 
Degradação 
O centro antigo do Recife, dos mais históricos do país, está degradado, relatam moradores da capital. A antiga sede do Diário de Pernambuco – que deveria se transformar num museu – está destruída. Por ali batia ponto o fundador Assis Chateaubriand. Nas ruas do entorno, pedintes de várias nacionalidades: venezuelanos, colombianos, equatorianos e brasileiros.
 
Termômetro
A Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, constatou que os gastos com supermercado aumentaram 28% entre março e dezembro, analisando operações de 42 mil usuários do app. O ticket médio de dezembro foi de R$ 343,98. 

Publicidade
Publicidade
Comentários