Dinheiro on-line

Coluna Esplanada / 19/03/2021 - 00h01

Existem hoje cerca de 500 sites de apostas esportivas operando no Brasil, a grande maioria com hospedagem em servidores de internet do exterior. Controlados por estrangeiros, sem pagar impostos e arrecadando centenas de milhões de reais por mês. O faturamento chega a R$ 7 bilhões por ano só no Brasil, confirmam operadores. As multinacionais ganham tanto que duas delas, da Grã Bretanha, pagam R$ 400 milhões por ano em marketing e mídia no Brasil. Um dos contratos para um canal de TV a cabo é de R$ 88 milhões. Outro, para um canal de sinal aberto, chega a R$ 58 milhões.

Lei
As apostas esportivas on-line já foram aprovadas em lei pelo Congresso Nacional, mas falta a regulamentação. Brasileiros que tentam empreender saem perdendo.

‘Democracia’ capitalista
As estrangeiras que operam no Brasil detêm 70% do mercado aqui. Se regulamentado o jogo on-line, a entrada dos brasileiros no negócio pode gerar até 450 mil empregos.
 
Alô, Secap!
O caso está nas mesas da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia (ufa!). Os brasileiros aguardam uma regulamentação para saber como e quanto investir. Por ora, o mercado está com os tubarões estrangeiros.
 
Emprego e renda
Contatos da Coluna informam que apenas uma empresa brasileira pretende abrir 2 mil casas de apostas de imediato se for autorizada a operar nas ruas as apostas on-line.
 
Exemplo
Ganha força pelo país afora a tese de que é preciso equilibrar oferta e procura neste momento de pandemia. Com o comércio fechado em muitas cidades, os hipermercados e os atacarejos vêm aumentando seus lucros em detrimento dos pequenos comerciantes. A defesa do modelo adotado pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), tem sido crescente pelos comerciantes nos estados.
 
Nos shoppings
Como foi feito no Estado, supermercados, hipermercados e atacadistas só podem vender produtos de primeira necessidade – artigos de limpeza, alimentos e bebidas, preferencialmente as não-alcoólicas. Isso geraria demanda reprimida pelos produtos não-essenciais, como roupas, sapatos e outros, que seriam absorvidas futuramente pelos pequenos estabelecimentos e shoppings.
 
Distribuição 
Para empresários consultados, isso ajudaria a pulverizar um pouco o público, hoje concentrado apenas nestas lojas. A medida também permitiria que o imenso lucro dos atacados viesse a beneficiar as lojas do país inteiro, gerando renda e emprego.
 
Tiro certo
Quem é CAC (Colecionador, Atirador, Caçador) ganha moral com o presidente Bolsonaro e cai nas graças dele nas reuniões. 
 
Migração 1
O ex-deputado Federal pelo Paraná Alex Canziani pode ir para o Avante. Ele e o deputado Campos Machado, presidente do partido em São Paulo, adiaram a reunião presencial marcada por conta da pandemia. O encontro foi remarcado para abril.
 
Migração 2
Outras lideranças que eram, ou ainda são do PTB, flertam com o Avante, e o radicalismo de Roberto Jefferson (além de seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro) está entre as principais causas.
 
Março das Mulheres
Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica revela que 71% das oncologistas já se sentiram injustiçadas no trabalho por serem mulheres; 25% já sofreram assédio sexual e 50% já sofreram assédio moral. Apenas 25% das médicas oncologistas ocupam cargos de liderança em seus empregos e 79% recebem salários inferiores aos colegas do sexo masculino, mesmo exercendo a mesma função. 

 

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