Diagnóstico

Coluna Esplanada / 05/04/2018 - 01h01

Dois fatores contribuíram para o fracasso do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP) lançado em 2017 pelo então ministro da Justiça Alexandre de Moraes, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal: contingenciamento de recursos e troca de comando em muitos ministérios – inclusive no da Justiça, que provocou “descontinuidade da política de segurança”. O plano foi alvo de auditorias do Tribunal de Contas da União. 

Cadê a grana?
Na mais recente auditoria, a ministra Ana Arraes sublinhou que “apesar de o PNSP ter sido lançado como prioridade, não foi expressamente definida a alocação dos recursos”.
 
Mais do mesmo
O dinheiro que nunca chega à conta é o mesmo gargalo da intervenção na segurança do Rio, que também será alvo de auditoria do TCU. 
 
indecisa
Dilma Rousseff, que se deleita ao ser chamada de presidenta em reuniões, ainda não decidiu se será candidata a algum cargo, e por qual estado. Ela mora em Porto Alegre, tem queda por Belo Horizonte – onde o aliado Fernando Pimentel disputará a reeleição para o governo – e tem apartamento no Rio de Janeiro. Até 9 de maio deve decidir.
 
Memória 
Vale uma lembrança. Apesar de sofrer impeachment no Congresso Nacional, Dilma manteve os direitos políticos, em acórdão dos partidos aliados, atropelando o que prevê a lei e abrindo um precedente político. Fernando Collor não teve a mesma sorte. 
 
Mutação ideológica 
Apeada do MDB, a ex-senadora Kátia Abreu entrou no PDT e vai disputar o governo de Tocantins. Dilma telefonou e vai aparecer no palanque. Aliás, Kátia vive crise existencial. Era do DEM e crítica de Lula. Filiou-se no PSD e num raio de mutação ideológica passou para o MDB, forte aliada de Dilma. Agora pousou no PDT.
 
Requião ficou
O senador Roberto Requião (PR) anda perdido no MDB centro-direita. Mas continuará no partido, com apoio dos independentes da legenda. Decidiu se lançar à reeleição.
 
Guerra no PDT
Juliana Brizola, neta do saudoso caudilho, vai processar o tesoureiro do PDT, Marcelo Panella, por ofensas em posts no Facebook. Ele não foi localizado para comentar. 
 
Plano Meirelles
A entrada de Henrique Meirelles no MDB prova o plano B de Michel Temer de lançar o por ora ministro da Fazenda ao Palácio do Planalto. A situação se inverte e um vice pode vir do PSD. Internamente, houve resistência ao ministro. 
 
Taxa Caixa
Senadores e deputados estão indignados com a Caixa Econômica Federal, que elevou em mais de 100% as taxas de administração cobradas das prefeituras pelos contratos firmados com os ministérios e financiados com recursos de emendas parlamentares.
 
Agiotagem
O primeiro vice-presidente do Senado, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), classifica o aumento da taxa como “uma agiotagem oficial, inadmissível”.

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