Tecnologias para o futuro do SUS

Anthony Eigier*
*
28/01/2022 às 22:38.
Atualizado em 30/01/2022 às 01:07

Visto mundialmente com bons olhos apesar de todos os desafios que enfrenta, o Sistema Único de Saúde (SUS) já protagonizou diversas conquistas no país ao longo da história, como o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, a redução da taxa de mortalidade infantil e, recentemente, o programa bem-sucedido de vacinação contra a Covid.

Com o destaque atual, importantes discussões sobre o futuro do SUS passaram a surgir com mais frequência, o que é muito positivo, já que o sistema precisa evoluir constantemente e se preparar para utilizar mais tecnologias, que são tendência na área da saúde.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde divulgada em 2020 pelo IBGE, sete em cada dez brasileiros dependeram do SUS em 2019, o que representa 150 milhões de pessoas. 

O ganho de eficiência e a eliminação do desperdício são aspectos determinantes para levar o sistema a um nível satisfatório de excelência. Dessa forma, recursos tecnológicos como a inteligência artificial podem ser grandes aliados. Com soluções dessa magnitude, serão vistos como resultados diretos diagnósticos mais assertivos, melhores tomadas de decisão, otimização de tempo resultando em diminuição de fila e organização eficaz do fluxo de pacientes.

A saúde mundial está seguindo por este caminho e um sistema tão importante como o SUS precisa aderir a tais inovações. Importante lembrar que o uso da inteligência artificial na saúde não tem o objetivo de substituir o diagnóstico humano, mas proporcionar um auxílio de extrema eficiência.

Com tudo isso, acredito que a tecnologia como ferramenta de auxílio aos profissionais da saúde seja capaz de proporcionar mais acessos ao SUS, além de aumentar a qualidade de atendimento. As inovações podem evitar internações e a realização de exames desnecessários. É fato que investimentos são necessários, porém é possível fazer mais com o que já se tem, ou seja, com os recursos já disponíveis. Aqui nascem oportunidades.

Estamos falando de entrega de valor, em que todo o ecossistema é beneficiado: paciente, sociedade, médicos e instituições. O futuro da saúde é tecnológico, e é preciso que médicos continuem exercendo o que sabem fazer de melhor, que é interagir com os pacientes e definir diagnósticos e tratamentos, com base nos dados coletados. As inovações estão chegando para criar uma grande transformação, atendendo às novas demandas que estão surgindo. O caminho é esse e o futuro do SUS também deverá passar por aqui.

*Anthony Eigier é CEO e fundador da NeuralMed, startup que desenvolve soluções de auxílio à triagem e fluxo de pacientes

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