Mercado de motos em alta

Carlos Laurentis
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28/12/2021 às 00:27.
Atualizado em 29/12/2021 às 00:38

A pandemia de Covid-19 causou mudanças no mundo todo. E no Brasil não foi diferente. Com o aumento do desemprego e fechamento de estabelecimentos devido ao lockdown, muitas empresas recorreram ao delivery e à venda on-line. Consequentemente, a oportunidade de emprego para entregadores aumentou na mesma proporção.

No terceiro trimestre deste ano, apesar do setor automotivo ter registrado queda nas vendas, o segmento de motocicletas seguiu em alta. Isso se deveu tanto pela pandemia como pela alta do preço dos combustíveis e dos veículos novos e seminovos. Somente em 2021, até outubro, mais de 924 mil motos foram emplacadas no país.

Recentemente, a Abraciclo, entidade que representa o setor, informou que a produção de motocicletas continua aquecida. Assim sendo, a demanda para 2022 promete ser alta. Diante desse cenário, uma coisa que nunca pôde e ainda não pode ser deixada de lado é a segurança do motociclista. 

Em 1935, na Arábia, surgia o primeiro sinal da importância do uso do capacete. Thomas Edward Lawrence, nome conhecido historicamente, estava pilotando sua moto quando se deparou com dois garotos andando de bicicleta. Ao desviar deles, perdeu o controle e voou por cima do guidão. Ele bateu com a cabeça e sofreu traumatismo craniano. Ficou seis dias em coma até morrer. Foi a partir disso que o exército da Inglaterra decidiu criar capacetes para os soldados que se locomoviam com motocicletas. 

Obviamente os capacetes do passado não eram modernos como os de hoje. Eles eram bem simples, feitos de lona e goma-laca. Outros, produzidos em couro. Na década de 1950, nenhum deles tinha proteção para o rosto, por exemplo. Após muitos acidentes fatais, a indústria entendeu que eles precisavam cobrir a cabeça inteira. Com o tempo, os produtos foram evoluindo e o primeiro capacete fechado foi criado em 1963. A partir da década seguinte, a fabricação deste tipo de equipamento só aumentou.

Hoje, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o uso correto do capacete pode reduzir o risco de acidentes fatais em até 40%, além de diminuir em 70% a chance de lesões graves na cabeça.

O uso de capacete é previsto em lei e protege a calota craniana, por isso é importante que ele seja de qualidade e do tamanho correto. Quem não usa o capacete, coloca sua própria vida em risco e comete uma infração de trânsito gravíssima, que inclusive suspende seu direito de dirigir.

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