A inovação, de uma maneira geral, é associada a grandes empresas, que possuem estrutura, processos sistematizados e recursos para investir em tecnologia para geração de novos produtos e serviços.
 
Assim, a maioria dos micro e pequenos empresários acredita que, na realidade em que atuam, inovar é muito difícil porque as equipes são pequenas e os recursos são escassos, o que tornaria o investimento bastante arriscado.
 
Em sua maioria, as pequenas empresas tratam a inovação de forma pontual e esporádica, restringindo-a à aquisição de máquinas e equipamentos para seus processos produtivos, e dão pouca ênfase à criação de novos produtos, serviços, processos e estratégias de marketing.
 
Há, no entanto, quatro formas de inovação possíveis que o pequeno empreendedor pode implantar em seus negócios.
 
1. Inovação radical
Ela chega para quebrar paradigmas, mudando drasticamente um produto/serviço ou como ele é oferecido. No mundo empresarial, significa dizer que as empresas não querem mais lutar por uma fatia do mercado – ao invés disso, desejam criar um novo mercado, se afastando da concorrência.
 
2. Inovação disruptiva
Essa inovação tem por objetivo facilitar o acesso de produtos/serviços a um número maior de pessoas/usuários, por meio de uma tecnologia nova ou de um produto ou serviço novo, mais simples, barato e conveniente. O conceito foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard. 
 
3. Inovação tecnológica
Vem da adoção de técnicas, modelos ou ferramentas mais eficientes, que impactam o fator de desenvolvimento de produtos e serviços em geral. Um exemplo atual é o uso de Machine Learning, que são “robozinhos” responsáveis pelo atendimento ao cliente. 
 
4. Inovação incremental (ou sustentação)
A inovação incremental reflete as melhorias em produtos ou em linhas de produtos. Traz avanços nos benefícios percebidos pelo consumidor e não modifica de forma expressiva a maneira como o produto é consumido. Está associada a redução de custos e melhorias dos produtos/serviços existentes.