Essa é uma dúvida constantemente debatida em nosso cotidiano. As boas ideais são exclusivas daqueles que possuem um dom nato ou fruto do acesso a uma educação formal mais elaborada, que leva alguém a pensar de forma mais criativa? Para você, o que são “boas ideias”? 

O renomado pesquisador norte-americano Steven Johnson dedicou anos de estudo para compreender melhor esse fenômeno. O seu esforço se deu no sentido de tentar entender “de onde surgem as boas ideias”. Depois de anos de estudo, ele chegou a algumas conclusões que merecem a nossa atenção:

- As boas ideias estão disponíveis a todos. Não existe uma determinação genética que aponte quem poderá ou não ter a capacidade criativa de gerar boas ideias. A “ideação” (como alguns autores chamam o processo mental de criação de ideias) pode ser realizada por todos, indistintamente. Segundo o pesquisador, se você não se considera uma pessoa criativa, é possível transformar essa realidade por meio de estímulos que o façam desenvolver a criatividade.

- As boas ideias não surgem do nada. Sempre que assistimos a um desenho animado e algum personagem tem alguma ideia, uma lâmpada brilhante aparece acima da sua cabeça. Essa metáfora nos traz a impressão de que o processo criativo é repentino. Em dado momento, em um surto de inspiração, uma brilhante ideia poderá surgir. Porém, de acordo com o autor, não é assim que ocorre. O processo de formação de boas ideias está relacionado ao que ele denomina “palpite lento”. As melhores ideias encontram-se dormentes, em processo de hibernação em nosso cérebro, esperando que a conexão correta seja feita para que ela se mostre.

- As boas ideias surgem da colisão de dois palpites menores. Ainda segundo Steve Johnson, na grande maioria dos casos, as grandes ideias surgem da colisão de dois palpites que, juntos, dão ensejo a algo maior. Ele chama esse processo de “colisão de palpites parciais”.

- Quanto mais conexões, melhor. Quanto mais conexões mentais forem realizadas, maior a chance de se ter boas ideias. Por isso, a participação em encontros que discutam assuntos relevantes relacionados a projetos do seu interesse pode despertar em você um processo criativo.