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Polícia Civil conclui inquérito de homicídio no bairro Delfino Magalhães

Leonardo Queiroz
leonardoqueiroz.onorte@gmail.com
Publicado em 26/02/2026 às 21:33.
A Polícia Civil reforça que o trabalho investigativo teve como objetivo garantir a responsabilização do autor e dar uma resposta à sociedade diante da gravidade do crime. (Léo Queiroz)
A Polícia Civil reforça que o trabalho investigativo teve como objetivo garantir a responsabilização do autor e dar uma resposta à sociedade diante da gravidade do crime. (Léo Queiroz)

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o homicídio de um jovem de 29 anos, ocorrido em 9 de fevereiro, no bairro Delfino Magalhães, em Montes Claros. Um homem de 21 anos foi indiciado por homicídio qualificado. O suspeito foi preso em flagrante após análise de câmeras de segurança, confessou o crime e afirmou ter esfaqueado a vítima no pescoço após um desentendimento.

“A Polícia Civil analisou o crime em toda a sua complexidade, considerando diferentes linhas de investigação. O autor foi ouvido duas vezes. Em um primeiro momento, alegou que manteve relação sexual com a vítima e que a motivação do crime teria sido o não pagamento. Posteriormente, apresentou outra versão, afirmando que houve um desentendimento e que, após o homicídio, ele teria subtraído o dinheiro da vítima”, explicou a delegada Franciele Drumond.

A vítima não possuía antecedentes criminais. Já o autor tinha passagens policiais por crimes patrimoniais e tráfico de drogas. O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público. Caso seja condenado, o acusado pode cumprir pena de até 30 anos de prisão.

Após a coletiva que marcou a conclusão do caso, o movimento LGBTQIAPN divulgou nota pública com críticas e reflexões sobre a violência. Segundo a Mestra em Desenvolvimento Social Letícia Imperatriz “Há pontos que causam estranheza, como a desproporção da violência, o suposto silêncio de familiares, o histórico psicológico do autor e o contexto estrutural de preconceito contra pessoas LGBTQIAPN”.

O movimento destacou ainda a desigualdade de tratamento em outros casos, a vulnerabilidade social da comunidade e reforçou a necessidade de políticas públicas, empatia e ações concretas para enfrentar a violência e proteger vidas “Sabemos que a carência afetiva é uma realidade humana, mas atinge de forma mais intensa muitos membros da nossa comunidade, especialmente quando há ausência de apoio familiar. Essa vulnerabilidade, muitas vezes, expõe pessoas LGBTQIAPN a situações de risco em busca de afeto, pertencimento ou sobrevivência. Isso precisa ser debatido com responsabilidade, empatia e políticas públicas eficazes”, diz Letícia. 

“Seguiremos firmes em nossa missão de prevenir, alertar, acolher e, acima de tudo, lutar para manter nossa comunidade viva. Cada vida importa. Cada história importa. E não descansaremos enquanto a violência deixar de ser uma estatística e passar a ser enfrentada como a urgência humana que é”, completa Letícia. (LQ)

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