Montes Claros

Olhos para o Norte

Vice-governador Mateus Simões viaja à região para atender demandas e aproximar o Estado dos municípios mineiros

Márcia Vieira
Publicado em 19/01/2023 às 22:01.
O vice-governador Mateus Simões recebeu lista de solicitações assinada pelos presidentes da Sociedade Rural (acima, Moacyr Basso), do Sindicato Rural e da Associação Comercial e Industrial de MOC. (MÁRCIA VIEIRA)

O vice-governador Mateus Simões recebeu lista de solicitações assinada pelos presidentes da Sociedade Rural (acima, Moacyr Basso), do Sindicato Rural e da Associação Comercial e Industrial de MOC. (MÁRCIA VIEIRA)

Vice-governador do Estado, Mateus Simões está em viagem pelo Norte de Minas a fim de conhecer as demandas regionais e aproximar Estado e municípios. A Sociedade Rural de Montes Claros foi o local escolhido para o início da visita.

“É a primeira vez que volto a cidade depois do período eleitoral. Sempre que a gente pretende falar ou estar no Norte do Estado é importante começar por Montes Claros, primeira cidade de uma viagem que vai incluir Salinas, Taiobeiras, Rio Pardo, Curral de Dentro para tratar de assuntos que são de interesse da região, mas também de cada uma das cidades”, ressalta.

Na gestão anterior de Romeu Zema, Simões fez parte do staff como secretário. Agora, como vice, garante estar encarregado de fazer interlocução e “presença local” no Estado como um todo.

O vice-governador recebeu documento assinado pelos presidentes da Sociedade Rural, Sindicato Rural e Associação Comercial e Industrial de Montes Claros (ACI), com lista de situações que necessitam de apoio do Governo. 

Moacyr Basso, presidente da Sociedade Rural destacou que há uma relação estreita com cerca de 16 entidades que participam das articulações. “Além disso somos 40 diretores e muita capilaridade na região, o que nos ajuda a montar as pautas”, disse.
 
DEMANDAS
No topo das demandas aparece a Barragem do Rio Congonhas, obra que, implementada, tende a normalizar a vazão do Rio Verde Grande e dar suporte a inúmeros projetos de irrigação, entre outros benefícios. O documento pede ainda para o setor hídrico, atenção especial e parceria para viabilizar projetos elaborados pela Codevasf.

Na parte de rodovias, as entidades pleiteiam o recapeamento e a recuperação do piso e base da Estrada da Produção (LMG 657), construção de acostamentos e alargamento em pontos críticos, considerando que a via é bastante utilizada pelos produtores rurais para escoamento da produção; além do asfaltamento da estrada entre Capitão Enéas e São João da Ponte, que interliga as BRs 122 a 135 / 251 e a privatização da BR 251 ( trecho MOC até BR 116).

Outros pontos do documento incluem o pedido de apoio do governo, por intermédio das Polícia Militar e Civil, no sentido de coibir invasões a propriedades privadas e atenção da Cemig na ampliação da infraestrutura elétrica do Norte de Minas para permitir acesso de empresários ao modelo de geração fotovoltaica. 

O vice-governador destacou que o meio rural representa 30% da economia do Estado. 

“A gente fala da mineração, mas a agricultura e a pecuária são maiores. Minas precisa voltar a reconhecer e valorizar a produção rural com nós tentamos fazer ao longo dos últimos quatro anos”, disse.

“Tudo isso é esforço para que a nossa agricultura ganhe mercado. Temos no entanto, a questão ambiental que não pode ser atropelada. Precisamos garantir a preservação do meio ambiente e por outro lado, não entregar a nossa população a uma situação de miséria. As pessoas vivem no final é do que são capazes de produzir”, acrescentou.

Sobre a infraestrutura, Simões pontuou que o Governo já está com um pacote de obras nas rodovias e vai trabalhar mais para a recuperação de estradas estaduais.
 
EDUCAÇÃO
O vice-governador foi questionado a respeito do piso salarial dos professores que esta semana ganhou as manchetes com o aumento de 15% previsto pelo governo Federal. 

Oriundo do meio acadêmico, Mateus Simões reconheceu que “os professores do Brasil não são tão bem remunerados como é esperado”, mas garantiu que o Estado “está trabalhando sempre que possível para garantir a melhora do pagamento” da categoria.

SALÁRIOS
De acordo com Simões, o governo fez a recomposição em 2021 e incorporou os abonos que garantiram o cumprimento do piso, mas, com o aumento publicado esta semana, há uma análise jurídica e orçamentária em andamento para a viabilidade do processo, já que Minas continua acima do teto de gastos no LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

“Os estados e municípios aprovam o orçamento no ano anterior e os aumentos do piso vem acontecendo no começo do ano seguinte, o que gera para nós e para todos os sentes federados um descompasso orçamentário, porque a gente recebe uma conta para pagar que não estava prevista e a legislação diz que as contas tem que estar previstas desde o ano anterior. Estamos trabalhando com a legalidade para entender como cumprir a legalidade e ao mesmo tempo o direto dos nossos professores”.

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