Montes Claros

Obras na rodoviária geram transtornos

Comerciantes admitem necessidade da reforma, mas se queixam dos prejuízos

Larissa Durães
Publicado em 19/07/2022 às 22:38.
Reforma da rodoviária é bem-vinda, mas lojistas, como Denison, reclamam dos prejuízos. (Larissa Durães)

Reforma da rodoviária é bem-vinda, mas lojistas, como Denison, reclamam dos prejuízos. (Larissa Durães)

Depois de 40 anos, o Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas, em Montes Claros, está passando por obras, há muito esperadas pelos usuários, trabalhadores e comerciantes. No entanto, os transtornos provocados pelas intervenções têm irritado quem precisa estar na rodoviária todos os dias.

Muita poeira, barulho, espaços interditados são consequências dos trabalhos que estão sendo feitos, todos de uma vez, durante o dia. A queixa dos comerciantes é a de que o município não pensou em um planejamento da obra que pudesse amenizar os prejuízos. 

O comerciante Denison dos Reis, que trabalha na rodoviária há 20 anos, diz estar satisfeito por algo estar sendo feito pelo terminal, no entanto, reclama que as obras começaram sem um aviso prévio e que amargou prejuízos por mais de uma semana.

“Para melhorar a rodoviária, é bom, porque está precisando há tempos. Mas, por outro lado, está atrapalhando o comércio demais. Estão fazendo como querem e estão nos prejudicando. Fecharam a minha entrada por oito dias e o povo não tinha acesso”, lamenta.

A falta de diálogo com os comerciantes também é motivo de reclamação de uma dona de lanchonete – que pediu para que não fosse identificada – que está há mais de dez anos na rodoviária. 

“De fato, precisa reformar a rodoviária, mas que fosse uma reforma que não nos prejudicasse. Tem cidades, como Belo Horizonte, que fazem reformas à noite ou por etapas, visando causar menos transtorno para quem paga aluguel e condomínio”, aponta. Ela conta que teve que fechar as portas por três dias.

Responsável pela administração do terminal rodoviário, Luiz André de Brito afirma que os comerciantes são avisados dois dias antes de começarem a realizar intervenções em frente a qualquer uma das lojas.

Sobre o horário dos trabalhos, ele afirma que precisam respeitar as leis trabalhistas. Por exemplo, quem quebra, quem faz o trabalho de arrancar o material velho, é o pessoal da prefeitura. Então, eles atuam em dias normais e no período diurno para evitar o pagamento de hora extra ou adicional noturno.
 
PROJETO
A reforma do Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas inclui intervenções nos pisos, guichês, instalações sanitárias e no cercamento do local.

Neste momento, as obras estão concentradas na troca do piso do salão principal e na reforma dos sanitários masculinos. “A rodoviária foi inaugurada em 3 de outubro de 1980. De lá pra cá, nunca teve uma reforma tão completa como agora”, diz Luiz André. 

As obras começaram em 1° de março e estão orçadas em R$ 1,7 milhão, com recursos municipais. O objetivo é trazer mais conforto e segurança aos passageiros que passam pelo local – mais de 30 mil por mês, em média. A previsão é a de que a reforma seja concluída em três ou quatro meses.

Para a passageira Denise Meira, tem sido um grande incômodo levar mala com rodas pelo piso que ainda não ficou pronto. “Achei desnecessário ter que tirar tudo de uma vez só. Podiam ter feito o trabalho por etapas. Para não trazer tantos transtornos”, afirma.

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