Cidade

Morcegos assustam em Montes Claros

Centro de Controle de Zoonoses orienta como proceder caso receba “visita indesejada”

Márcia Vieira
Publicado em 16/11/2022 às 22:23.
Waldeir Cardoso, agente do CCZ, foi até a residência de Cássia Rodrigues fazer o resgate do morcego (MÁRCIA VIEIRA)

Waldeir Cardoso, agente do CCZ, foi até a residência de Cássia Rodrigues fazer o resgate do morcego (MÁRCIA VIEIRA)

A dona de casa Cassia Rodrigues levou um grande susto no feriado:encontrou um morcego vivo em área aberta do seu apartamento. “Joguei um pano molhado em cima e entrei em contato com o Centro de Zoonoses, que veio recolher”, conta Cássia, que logo após a ação do funcionário do órgão, tratou de desinfetar o local, com medo de contaminação.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)de Montes Claros orienta a população como proceder no caso de aparecimento de morcegos em residência. O hábitat natural do mamífero – único da espécie que voa – é preferencialmente local arborizado ou escuro. E apesar de possuir hábitos noturnos, pode eventualmente aparecer durante o dia em locais abertos.

Waldeir Cardoso, agente do CCZ que fez a captura do morcego na residência de Cassia Rodrigues, conta que o já encontrou morto, provavelmente por sido ter ficado debaixo de um pano jogado pela dona de casa. A atitude tomada foi considerada correta pelo profissional.

“A pessoa deve jogar o pano ou uma caixa em cima e deixá-lo quieto até a chegada do agente. Se tiver animais, evitar o contato”, alerta. 

Embora algumas espécies sejam mais perigosas, o morcego não deve ser exterminado, pois todos têm uma função na natureza. 

De acordo com o Centro de Controle de Zoonozes, algumas medidas podem ser adotadas pela população para deixá-los o mais longe possível das casas, como iluminação do local onde estiverem abrigados, uso de naftalina, desinfetante de eucalipto e outros produtos de cheiro forte, colocação de telas nos vãos, janelas e buracos que dão acesso a sótãos, porões ou cômodos pouco utilizados e dentro de casa, proteger as frutas, principalmente banana e mamão, para não atrair os morcegos frugívoros – que se alimentam de frutas. 

Existem outras espécies, como os insetívoros, que são os mais comuns (70% dos morcegos), que se alimentam de insetos e desempenham importante função ecológica. 

Há, também, os piscívoros, que se alimentam de peixes de água doce; os carnívoros (comem pequenos animais) os polinívoros (procuram por néctar ou pólen de flores que se abrem à noite) e os hematófagos, os mais perigosos, pois se alimentam de sangue e podem transmitir a raiva a humanos e outros animais. 
 
DOENÇAS 
O morcego é o segundo maior transmissor da raiva, depois dos cães. Doença fatal, transmitida pelo vírus que se encontra na saliva do morcego infectado e que atinge homem e animais. 

Há a histoplasmose , causada por fungos presentes nas fezes ressecadas dos morcegos e se espalham no ar. Se inalados, causam problemas pulmonares. 

E a salmonelose, causada por ingestão de alimento ou uso de objeto contaminado pela fezes. 

De acordo com Geraldo Assis, coordenador do CCZ, foi realizada vacinação de animais nas zonas urbana e rural, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. 

“Achar quirópteros em situações estranhas não é incomum. Temos que enviar a espécie para análise em BH e só após o resultado é que podemos direcionar alguma atividade. 

A pessoa que for mordida ou tiver contato com o morcego deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. O CCZ atende pelos telefones 2211-4403 e 2211-4400

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