
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, esteve em Montes Claros nesta última terça-feira (29) para acompanhar as obras de ampliação do Aeroporto Mário Ribeiro da Silveira. Parte da nova estrutura foi inaugurada em junho, dentro do projeto de expansão do terminal por meio de concessão à iniciativa privada.
Segundo o ministro, o país vivenciou nos últimos anos o maior conjunto de investimentos na infraestrutura aeroportuária do Brasil, com mais de 40 aeroportos requalificados, no modelo de concessão, com investimento da União e parcerias. Montes Claros integra o bloco de 11 aeroportos sob responsabilidade da Aena, empresa portuária espanhola que venceu em 2022 o leilão da 7ª rodada de concessões. Além de MG, o bloco contempla aeroportos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará, cujo valor de outorga do bloco foi de R$ 2,45 bilhões. “No Mato Grosso nós já fizemos as entregas, bem como em Uberlândia e Uberaba, e aqui um investimento de mais de R$ 200 milhões, que mais do que duplicou o terminal de passageiros, ampliando a capacidade de 300 mil para 500 mil passageiros”, disse o ministro em coletiva. Já a capacidade de operação, conforme Tomé, “saiu de 20 mil metros quadrados para 45 mil metros quadrados de impacto para aeronaves e também áreas comerciais, saltando de 80 para mais de 660 metros quadrados disponíveis
para áreas comerciais”, acrescentou. Essas áreas vão possibilitar a chegada de empresas e lojas, para dar mais conforto e suporte aos passageiros, além de gerar emprego e renda para a população local.
Dados do Ministério de Portos e Aeroportos apontam que a aviação civil brasileira cresceu cerca de 40% em comparação ao ano de 2022. “Quando o presidente Lula assumiu o governo, nós tínhamos 98 milhões de passagens vendidas em 2022. E batemos um recorde histórico no ano passado de 130 milhões de passageiros. No primeiro semestre de 2026, tivemos o melhor primeiro semestre da história do Brasil. Portanto, essa curva continua crescendo, o brasileiro continua viajando mais e o que nós desejamos é ir além disso, com mais brasileiros tendo acesso ao transporte aéreo”, frisou o ministro.
Sobre um possível aumento de interesse das companhias aéreas pela região e mais conexões diretas, Tomé reforçou que as principais companhias já operam na cidade, mas que, além das atuais conexões com Congonhas, Guarulhos e Belo Horizonte, a capacidade ampliada do aeroporto pode resultar em novos voos, que vão surgindo de acordo com as demandas. “Nós temos uma curva de crescimento nos últimos anos e essa curva de crescimento, que muitas vezes é focada no eixo sudeste e sul do país, vai transbordando para os aeroportos regionais. Então o governo está fazendo essa preparação para receber a demanda dos próximos anos”.
Em entrevista, Joaquin Rodriguez, diretor-geral da Aena no Brasil, destacou que a concessionária, além das novas áreas de embarque, bagagens e comerciais, está trabalhando na melhoria do lado A, com pátio novo e salas mais seguras, incorporando a normativa internacional de aeroportos. “A obra está andando bem e, no final do ano, vamos entregá-la totalmente finalizada”, declarou.
“No caso especificamente de Montes Claros, a gente acompanha a entrega das obras, que chamamos de fase 1B, com acompanhamento dos valores aplicados e como esse recurso está sendo disponibilizado em prol da sociedade brasileira”, disse o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Antônio Mathias Moreira, que integrou a comitiva. Entre as atribuições do órgão estão fiscalizar equipamentos, o acompanhamento e a regulação das obras de concessionárias que têm ativos nos aeroportos brasileiros. Mathias explica que esse acompanhamento dispõe de estrutura e corpo técnico especializados, que contribuem para a manutenção da segurança da aviação. A Agência também tem a competência de atuar para a boa prestação de serviço. Nesse sentido, o diretor observa que as situações de atraso em voos ou overbooking, citadas por parte da população que utiliza aeronaves, são as mais desafiadoras, são direcionadas a um setor específico, com grande capacidade de resolução. “A gente entende que, nesse ano, conseguimos melhorar
esses pontos. Obviamente que atrasos também estão ligados a questões climáticas, a casos fortuitos de força maior, mas a regulação tem atuado firmemente para que as companhias exerçam o seu papel de prestar um bom serviço para todos os passageiros”, finalizou.
A comitiva seguiu do aeroporto para conhecer a fábrica de combustível renovável Acelen, localizada em Nova Esperança.
