Montes Claros

Lula reconhece peso de Minas nas eleições

No comício em Montes Claros, petista também criticou gestão federal no combate à fome

Larissa Durães
Publicado em 16/09/2022 às 00:40.
Multidão acompanhou evento na Praça da Catedral; petista falou ao lado de Kalil e Alexandre Silveira (ANDREIA PEREIRA/DIVULGAÇÃO)

Multidão acompanhou evento na Praça da Catedral; petista falou ao lado de Kalil e Alexandre Silveira (ANDREIA PEREIRA/DIVULGAÇÃO)

Candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva atraiu uma multidão à Praça da Catedral, ontem, no Centro de Montes Claros. Durante o comício, o ex-presidente criticou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) no combate à fome e o acusou de preferir “contar lorotas” a governar. Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é considerado decisivo no pleito, sendo destino de vários políticos ao longo da campanha. No caso do petista, foi o Estado que ele mais visitou na corrida atual pelo Planalto. 

“Estamos em Minas em um momento em que falta pouco tempo para as eleições, e estamos trabalhando com a certeza de que podemos ganhar as eleições aqui e em vários outros estados. E Minas foi colocado em minha pauta como Estado de preferência”, disse Lula. Ele estava acompanhado de Alexandre Silveira (PSD), candidato ao Senado, e Alexandre Kalil (PSD), que briga pelo Governo de Minas. 

Caravanas de vários municípios da região estiveram no evento. Representantes de quilombolas, ribeirinhos, índios e agricultores familiares também marcaram presença. 

No discurso, um dos pontos mais atacados por Lula foi a gestão federal atual no combate à fome. “A manchete (de ontem) dos jornais é de que tem mais de 2 milhões (de mineiros) passando fome, e no Brasil são 33 milhões. Acho que pode até ser mais, porque não só as pessoas estão passando fome como outros milhões de brasileiros e brasileiras não estão conseguindo comer as calorias e proteínas necessárias à sobrevivência humana. Isso porque o governo prefere ficar contando lorotas do que governar”, disparou. No fim de agosto, o presidente Jair Bolsonaro questionou, em entrevista, uma pesquisa sobre o número de famintos no país, dizendo que não se vê “ninguém pedindo pão no caixa da padaria”. 

Lula também criticou a falta de aumento salarial (real), fato que classificou como “trágico para a sobrevivência do povo brasileiro”. Acusou, ainda, o governo de não reajustar os valores destinados à compra de merenda escolar. “Imaginem vocês, se em cinco anos não se coloca aumento para comprar a comida para as crianças nas escolas, isto significa que a qualidade da merenda escolar tem caído profundamente”. 

Lula aproveitou o comício para “brincar” com os aliados. “Não posso ficar na frente da imprensa e dizer ao Kalil que vou resolver todos os problemas de Minas Gerais, porque devo deixar alguma coisa para o governador fazer”, disse. O presidenciável também disse que, se eleito, na primeira semana fará uma reunião com todos os governadores para discutirem a real situação política, econômica e social de cada Estado. 

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