Na última quarta-feira (25), um homem de 36 anos foi autuado em flagrante após espancar a namorada de 33 anos e mantê-la em cárcere privado por três dias. Segundo a Polícia Civil, o agressor levou a vítima, premeditadamente, para um matagal, onde a agrediu violentamente, deixando-a com diversos ferimentos. Em seguida, ele a levou para sua residência, onde a manteve sob ameaças, sem possibilidade de contato com familiares.
A situação evidenciou-se quando a mulher conseguiu enviar uma mensagem para uma amiga, que repassou a informação aos familiares da vítima. A família acionou a polícia, que localizou a mulher em estado de choque, muito machucada e visivelmente amedrontada. Mesmo diante da gravidade dos fatos, a vítima inicialmente não quis tomar providências formais.
De acordo com a delegada Karine Maia, o caso revela um padrão claro de violência doméstica. “Essa mulher está inserida em um ciclo de violência. Nós, que atuamos na linha de frente, conseguimos identificar quando a vítima está profundamente amedrontada e emocionalmente fragilizada. São crimes graves que não podem ser admitidos”, afirmou.
As investigações apontam que o suspeito já possui outros três registros com base na Lei Maria da Penha e já havia sido preso em flagrante por agressões contra outras mulheres. A vítima e o agressor trabalhavam em um bar da cidade. Eles mantinham um relacionamento há cerca de cinco anos, marcado por histórico recorrente de violência.
“Pelas mensagens e pelas provas já apuradas, ficou evidente que ela já havia sido agredida em outras ocasiões, mas essa foi a mais grave. A frieza de levá-la até um matagal e agredi-la por ciúmes demonstra a gravidade da conduta”, explicou a delegada.
O homem foi preso em flagrante, mas acabou sendo solto após audiência de custódia e responderá ao inquérito em liberdade. “Trata-se de crimes graves contra a mulher. A vítima está em um ciclo de violência e ainda não consegue tomar decisões com clareza, o que torna essencial o apoio das autoridades para romper esse ciclo e combater a impunidade”, destacou Karine Maia.
A Polícia Civil informou que o caso seguirá sendo monitorado, já que a mulher é considerada em situação de risco. Caso o investigado se aproxime novamente da vítima, a polícia poderá representar pela prisão preventiva. “Estamos atentos e, se houver nova ameaça ou aproximação, iremos adotar as medidas legais cabíveis”, completou a delegada.

