
Um homem de 49 anos foi morto com seis tiros na noite de segunda-feira (31), na avenida Deputado Esteves Rodrigues, perto do mercado municipal em Montes Claros. A vítima foi atingida pelo filho, de 29 anos, com disparos de arma de fogo.
O tenente Wellington Guimarães explicou que a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h sobre disparos de arma de fogo em um bar na região central próximo ao mercado municipal. “Ao chegar no local, as guarnições deparam com um indivíduo caído ao solo e, acionado o Samu, foi constatado óbito onde a causa foram disparos de arma de fogo”, diz.
“A informação que chegou para a polícia é que havia um desentendimento entre a vítima e o seu filho por conta de um desajuste na gestão de uma empresa onde ambos eram sócios e por conta disso a cerca de três meses eles já estavam em discussão com bastante hostilidade de um em relação ao outro”, explica o tenente.
A equipe policial, ao chegar ao local após levantar informações, foi informada de que o autor já se encontrava em um hotel na saída para Belo Horizonte, na BR-135. As guarnições foram então deslocadas até o hotel, onde efetuaram a prisão do autor e apreenderam a arma de fogo utilizada no crime. Outra arma foi localizada na casa da vítima, que foi entregue pela sua companheira à polícia.
“Provavelmente, o suspeito tinha a intenção de fugir da cidade após o crime, mas a polícia militar agiu de forma rápida e logrou êxito na prisão do indivíduo e o conduzindo à autoridade policial”, diz o tenente Guimarães.
Ainda segundo a polícia, a informação das testemunhas e da própria companheira da vítima foi de que o autor chegou ao bar e a cumprimentou, porém, o pai estava manuseando o celular e não visualizou o filho. Posteriormente a isso, o autor retorna ao bar e, no momento em que a vítima estava indo em direção ao seu veículo em um estacionamento próximo, ele efetuou os disparos nas costas do pai e, de imediato, ele fugiu do local do crime a pé.
O autor confessou o crime, dizendo estar passando por dificuldades financeiras e afirmando que o culpado seria o seu pai, devido ao desentendimento na sociedade da empresa aberta entre pai e filho. “Em momento algum falou sobre arrependimento, mas disse que a vida estava desgraçada por culpa do próprio pai que arruinou a sua vida e que, ainda do ponto de vista dele, o pai estava zombando da situação dele com as pessoas que ali se encontravam”, completa o tenente.