saúde

Explosão de Covid exige volta da máscara em MOC

Número de casos confirmados em junho é 12 vezes maior que o computado em maio: cenário é de alerta com hospitais lotados.

Márcia Vieira
20/06/2022 às 23:05.
Atualizado em 20/06/2022 às 23:06
Fiscalização começa a ser feita nesta quarta-feira, pela Guarda Municipal (Guarda Municipal)

Fiscalização começa a ser feita nesta quarta-feira, pela Guarda Municipal (Guarda Municipal)

A máscara volta ao rosto do montes-clarense após a cidade registrar uma explosão de casos confirmados de Covid-19 em junho. O número de exames positivos, em apenas 20 dias do mês, é 12 vezes maior que o registrado em maio – saltou de 274 para 3.378.

O dado assustador levou a Prefeitura de Montes Claros a publicar, na última sexta-feira (17), o Decreto nº 4415, que torna obrigatório o uso do equipamento de proteção em locais fechados. Nesse mesmo dia, duas mortes por Covid foram confirmadas, após dois meses sem vidas perdidas em função do coronavírus.

Entre as faixas etárias mais afetadas está a dos idosos, que representa 16,6% dos casos confirmados, de acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura.

A máscara cobrindo nariz e boca volta a ser exigida no transporte coletivo, em locais de prestação de serviços de saúde, em estabelecimentos bancários, lotéricos e similares, cinemas e teatros, hipermercados, supermercados, mercados e similares, repartições públicas, estabelecimentos comerciais e de prestação de serviço, em templos religiosos, estabelecimentos de ensino, academias de prática esportiva, clubes de lazer e serviço – exceto no momento da prática esportiva –, em salões de beleza, barbearias ou similares.

O equipamento de segurança também precisa ser usado em estabelecimentos de teleatendimento por centrais de atendimento telefônico e similares e em shoppings, centros comerciais e galeria de lojas. Em todas as situações, caberá ao proprietário ou responsável a exigência para que os funcionários e visitantes estejam devidamente protegidos. Caso contrário, estará sujeito a multa ou a suspensão temporária das atividades por até 30 dias.

ORIENTAÇÃO
De acordo com o secretário Anderson Chaves, da Guarda Municipal, nesta segunda-feira já foram feitas visitas de orientação a estabelecimentos diversos na cidade. A partir desta quarta-feira (22) terá início a aplicação das penalidades para quem infringir as regras.

“A grande maioria da população e, em especial, o comércio têm agido com muita responsabilidade e entenderam que o uso das máscaras de proteção neste momento é a melhor medida para conter o avanço dos casos de contágio pela Covid-19 em Montes Claros. A Guarda Municipal tem orientado e conta com o apoio e colaboração de toda a população. Denúncias podem ser feitas pelo 153 da Guarda Municipal”, afirma o secretário.


Hospitais cheios e ainda em contingência
O aumento de casos de Covid-19 em Montes Claros preocupa porque o município já enfrenta uma situação complicada nos hospitais. Como O NORTE mostrou na edição do último dia 15, as unidades de saúde vêm registrando alta demanda, e muitos hospitais estão superlotados.

Nesta segunda-feira, vários deles continuam em plano de contingência, atendendo apenas urgências e emergências. Casos suspeitos ou confirmados de Covid-19, bem como pacientes com síndrome gripal, devem buscar a UPA Chiquinho Guimarães.

O quadro exige que a comunidade tenha ainda mais cuidados e se proteja – além de usar a máscara, tome as doses necessárias de vacina contra o coronavírus.

Amanhã, às 14h, será realizada uma reunião na Região Integrada de Segurança Pública (Risp) no bairro Ibituruna, com a Sociedade Rural, para discutir a realização da Expomontes.
 
ACEITAÇÃO 
O decreto municipal que retoma o uso das máscaras foi bem aceito por moradores e tem sido cumprido, desde então. “Todos nós devemos ter cuidado, afinal, é um problema que atinge não só a população de Montes Claros, mas toda a humanidade. É interessante que cada um faça a sua parte e se cuide. Cuidando de si, está cuidando também do outro. Uso sem problema, mesmo em local aberto”, afirma o professor Eduardo Souza, que saiu para fazer caminhada usando a máscara. 

A jornalista Nagila Almeida também escolheu o Parque Sagarana para caminhar, ao lado do marido, Alexandre Salum, e revela que se sente segura para retirar a máscara em local aberto.

“Mas em lugares fechados a gente usa, como no trabalho, no supermercado e lojas em geral. O uso de álcool em gel e higiene com as mãos foram mantidos mesmo com o relaxamento das regras”, conta.

Lidando com o público durante todo o dia, a caixa de supermercado Anne Caroline deixou a máscara de lado quando o município desobrigou o uso. Mas revela que ficou satisfeita com a medida adotada agora. “Os clientes já entravam sem máscara e eu acabei abrindo mão também. Usava apenas álcool nas mãos. Sinto que houve abuso e achei ótimo o decreto. Tendo a lei, podemos exigir”, afirma.

A nova determinação não altera a rotina do motorista de aplicativo Waldevino Santos, que não deixou de usar o acessório, mas ele se sente mais protegido com o decreto. “Só posso cobrar do passageiro o uso quando existe a lei. Acho necessário o decreto”, avalia.

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