
Montes Claros recebeu, nesta última quinta (19) e sexta-feira (20), a segunda edição do evento “Uma de Muitas: Direito Delas”, com programação voltada ao público feminino e participação da palestrante Duda Vieira; a realização foi da OAB Montes Claros. A abertura contou com a presença de autoridades, representantes institucionais e participantes de diferentes áreas. Ao longo dos dois dias, foram abordados temas relacionados ao acesso à informação, direitos e vivências das mulheres no contexto social e profissional.
Em sua fala, a vice-presidente da OAB Montes Claros, Graciete Prioto de Castro, afirmou que a proposta do evento surgiu a partir da necessidade de ampliar o alcance do Direito junto à população. “Esse projeto começou a ser pensado há cerca de um ano, com a intenção de construir algo que impactasse a vida das mulheres de Montes Claros e região. Era necessário levar o Direito a quem realmente importa: a sociedade”, disse.
Ela também destacou a construção coletiva da iniciativa e a participação de diferentes lideranças femininas. “Mais do que um evento, este momento reafirma a importância da representatividade feminina em todos os espaços”, afirmou. Prioto pontuou, ainda, as múltiplas funções desempenhadas pelas mulheres no cotidiano. “A rotina da mulher é múltipla. Cuidamos da casa, da família, da carreira. São tarefas constantes, muitas vezes invisíveis”, declarou.
A palestra principal foi conduzida por Duda Vieira, que atua na área de comunicação e desenvolvimento pessoal e reúne mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Durante a apresentação, ela abordou temas como posicionamento, tomada de decisão e autonomia feminina, além da construção de identidade e da presença das mulheres em diferentes espaços.
Uma das palestrantes do evento, a advogada Amanda Silveira, que atua na defesa dos direitos das mulheres, destacou a importância de iniciativas que ampliem o acesso à informação. “Eventos como esse são extremamente importantes, até porque muitas mulheres não conseguem ter acesso aos direitos através da própria legislação, digo no sentido de conhecimento. Então, eventos como esse são importantes porque as mulheres conseguem acessar advogadas, acessar policiais, acessar também as próprias políticas públicas que o município tem a ofertar a elas”, afirmou.
Ela também chamou atenção para a limitação do alcance das informações. “Por mais que a gente saiba que a mídia tem contribuído de uma forma muito grande com relação ao conhecimento, à difusão desses direitos, ainda é muito bolha. Quando falamos de mulheres que se encontram em locais mais afastados, onde as políticas públicas têm dificuldade de chegar, é que percebemos como é necessário que essas informações cheguem de forma descomplicada e acessível”, disse.
Na sexta-feira, a programação seguiu com workshops e rodas de conversa voltados para segurança, direitos e desenvolvimento pessoal. As atividades incluíram orientações jurídicas, debates sobre proteção e discussões relacionadas ao fortalecimento individual e coletivo das participantes.
