
Em menos de uma semana, o Corpo de Bombeiros de Montes Claros atendeu a uma série de ocorrências envolvendo incêndios em vegetação. A semana começou com um chamado na Vila Marciano Simões. Cerca de 1.200 metros quadrados de área, abrangendo três lotes, foram atingidos pelo fogo que teria se iniciado em um ferro-velho. Além da vegetação, o espaço onde o fogo começou destruiu veículos e materiais automotivos. Foram gastos 4500 litros de água na ocorrência e quase três horas de trabalho.
Na última terça-feira (4), mais dois mil metros quadrados de vegetação foram queimados, desta vez, nas proximidades do loteamento na Vila Aliança. Já nesta quarta-feira (5), a corporação foi chamada para controlar um incêndio no bairro Planalto, cujo fogo consumiu uma área de cinco hectares. Foram gastos 10 mil litros de água para controlar o fogo e os bombeiros permaneceram cerca de três horas na ocorrência. O tempo seco e a baixa umidade do ar fazem com que as chamas se espalhem mais rapidamente. Além de destruir a vegetação e consumir litros e litros de água, os impactos provocados pelas queimadas também aparecem na saúde. Há o comprometimento da qualidade do ar e agravamento de problemas respiratórios, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, mais suscetíveis aos danos. Os bombeiros muitas vezes precisam atuar simultaneamente em diferentes pontos da cidade ou região.
De acordo com a 3ª sargento Renata de Paula, do 7° BBM, mesmo diante do aumento da demanda operacional, foi possível atender com êxito todas as ocorrências registradas, resultado do planejamento operacional, a pronta resposta das equipes e o empenho dos militares.
CENÁRIO
A corporação informou que, embora os dados do primeiro semestre de 2026 apresentassem redução em relação ao mesmo período do ano anterior, as condições climáticas típicas dos meses de julho, agosto e setembro, historicamente os mais críticos para incêndios em vegetação, favoreceram o aumento das ocorrências neste início de agosto. “Portanto, estamos entrando no período mais propício para esse tipo de ocorrência, em razão da estiagem, da baixa umidade relativa do ar, das altas temperaturas, dos ventos e da grande quantidade de vegetação seca, fatores que contribuem para a rápida propagação das chamas”, disse.
A sargento afirma que, além das condições climáticas, é importante ressaltar que a maior parte dos incêndios em vegetação possui origem em ações humanas, como queimadas para limpeza de terrenos, descarte inadequado de bitucas de cigarro às margens de rodovias, uso irregular do fogo em áreas rurais e urbanas e, em alguns casos, ações criminosas.
O Corpo de Bombeiros orienta a população a não realizar queimadas para limpeza de terrenos ou áreas rurais; não descartar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou às margens de rodovias; não utilizar fogo para eliminação de lixo ou restos de poda; manter terrenos limpos, reduzindo o acúmulo de material combustível; ao identificar um foco de incêndio, acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, informando o local com o maior número possível de referências. “O CBMMG reforça que a prevenção é a principal ferramenta para reduzir esse tipo de ocorrência e conta com a colaboração da população para evitar o uso do fogo durante o período de estiagem”, frisou a sargento.
