Montes Claros

Auxílio-comida

Famílias montes-clarenses planejam utilizar o ajuste de R$ 200 no benefício pago pelo governo para abastecer a despensa de casa

Larissa Durães
Publicado em 02/08/2022 às 22:08.
Foto a esquerda: Weudes trabalha como faxineira e manicure. Com o marido, ajudante de pedreiro, tem 4 filhos. Foto a direita: Dona Tânia e os netos: diferença do Auxílio que a filha recebe vai ajudar na compra de comida. (Larissa Durães)

Foto a esquerda: Weudes trabalha como faxineira e manicure. Com o marido, ajudante de pedreiro, tem 4 filhos. Foto a direita: Dona Tânia e os netos: diferença do Auxílio que a filha recebe vai ajudar na compra de comida. (Larissa Durães)

Começa a ser paga, no próximo dia 9, a antecipação da parcela de agosto do Auxílio Brasil já com o novo valor prometido pelo governo federal, que passa a ser de R$ 600. O Norte conversou com famílias montes-clarenses para conhecer a realidade e saber que diferença fará no dia a dia o ajuste de R$ 200 - que vem sendo muito criticado por ter caráter eleitoreiro, já que terminará no fim deste ano.

Mesmo com a antecipação de 9 a 11 dias do pagamento, a depender do final do Número de Identificação Social (NIS), o auxílio chegará defasado na casa dos cerca de 17,5 milhões de famílias atendidas pelo programa. No dia 27 de julho, O Norte solicitou à prefeitura de Montes Claros o número de famílias que recebem o auxílio, mas não recebemos a informação até a publicação desta matéria. Assim que recebermos um retorno, publicaremos os dados..

Mãe de uma criança de um ano, Thalia Pereira, de 22 anos, ela mora com a mãe, Tânia, o marido e dois sobrinhos. Planeja utilizar os R$ 200 a mais para comprar alimentos para a família. Apesar de concordar que o ajuste vai ajudar nas contas de casa, o que ela quer, mesmo, é conseguir um trabalho. “Ajuda um pouco porque só meu marido faz uns bicos de vez em quando. Com o valor que as coisas estão, não dá pra quase nada. Bom, mesmo, seria um emprego com carteira”, disse. 

Com os R$ 400 que recebe, Weudes Gonçalves Silva, de 36 anos, alimenta os seus quatro filhos. E já sabe que vai gastar a diferença para ajudar no orçamento da família. “Eu trabalho fazendo faxina e manicure. Meu marido é ajudante pedreiro: tem dia que trabalha, tem dia que não. Com esses R$ 200 a mais, vou ajudar minha família”, conta. Mesmo assim, ela avalia que precisa seguir trabalhando para ter uma vida melhor.“Querendo ou não, é uma ajuda, mas se a gente não jogar bonito não dá pra comprar o que a gente precisa, principalmente com criança pequena. Leite e carne, não tem todo dia, a gente vai levando devargazinho’”, reconhece. 

Com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 186/2019 (PEC), o benefício mínimo deixa de ser R$ 400 reais para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza e passa para R$ 600 até dezembro de 2022. O que, de acordo com o governo federal, deveria ‘beneficiar’ famílias com renda per capita familiar inferior a até 2,5 vezes o teto definido para a situação de pobreza.

“O auxílio, vem, e nem vou pegar o de R$ 600 reais, pois, é qualquer outro, de qualquer governo, vem para cobrir uma situação pontual, de forma alguma um auxílio deva ser encarado como o substituto do emprego”, diz o economista Aroldo Rodrigues. Para ele, a geração desses empregos ou novas vagas, passam por uma economia crescente, do aumento do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), enfim, de uma recuperação de mercado mais robusta. “Está acontecendo, as taxas de desempregos, se não estou errado, é uma das mais baixas desde 2015. Considerando o momento que vivemos, isso vem acontecendo, mas é muito grande o contingente de pessoas que estão na estatística dos desempregados e dos desalentados”, destaca.

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