As aulas presenciais do ensino infantil foram retomadas no município mesmo sem a adesão de todos os professores. De acordo com a vereadora e professora Iara Pimentel (PT), em muitos Cemeis, não foram contratados auxiliares de docência para apoiar as crianças em suas necessidades básicas, e, o professor, sozinho, não tem como atendê-las.

“Faltam porteiros, serventes de zeladoria, cantineiras e outros profissionais. A prefeitura não cumpriu as medidas sanitárias para o retorno presencial. A contratação ainda está em andamento. Enfim, é uma convocação desrespeitosa”, disse a parlamentar, que promete voltar com o assunto à reunião da Câmara nesta terça (25). 
 
POUCOS ALUNOS
Ainda segundo ela, a baixa adesão de alunos demonstra a preocupação dos pais, como Flávia Cardoso, mãe de aluna do Cemei Raimundo Neto. “Acho que os professores não vão conseguir controlar as crianças. Nessa idade, é muito difícil. A turma da minha filha tem mais ou menos 10 crianças. Nós, pais, decidimos não mandá-los à escola. Este não é o momento, saúde é mais importante do que socialização”, considerou a mãe de Lívia, de 2 anos. 

O sindicato dos Servidores Municipais da Educação afirma que apesar de o município ter anunciado a vacinação da categoria para os próximos dias, ainda não há sinalização alguma nesse sentido. A entidade alegou que é contrária ao retorno às aulas nas condições atuais.

“Somos contra o retorno da forma como está acontecendo, porque não tem segurança. O prefeito e a secretária de Saúde não podem dar garantias. Não é só anunciar vacina. Até que as condições de retorno sejam seguras, nossa orientação é para que os colegas permaneçam em casa, fazendo trabalho remoto”, disse Flávio Célio Oliva, presidente do sindicato. 

Já o Sind-Educamoc, que representa os trabalhadores em educação do município, protocolou documento nas secretaria municipais de Educação e de Planejamento, dando ciência do não retorno dos profissionais, a fim de ampará-los quanto a possível retaliação.

A secretária de Educação, Rejane Veloso, não atendeu à reportagem até o fechamento da edição. O mesmo ocorreu com a Secretaria de Planejamento.

Sindicato cobra imunização dos professores:
“Agora, que estamos finalmente próximos da imunização, querem nos impor o retorno presencial”, Juliana Miranda, presidente do Sind-Educamoc