Outro acidente com morte no bairro Planalto, ocorrido no último fim de semana, fez a Câmara cobrar da Empresa Municipal de Planejamento, Gestão e Educação em Trânsito (MCTrans) providências para tornar o trânsito na cidade mais seguro.

Segundo vereadores, a empresa estaria deixando de cumprir diversos requerimentos enviados ao órgão. Colocadas em prática, as sugestões que constam nos documentos poderiam evitar tragédias em pontos específicos de Montes Claros, dizem os parlamentares. 

Um projeto do vereador Oliveira Lêga (Cidadania) que prevê a colocação de faixas elevadas no cruzamento da rua Manuel Bandeira com rua Dois – local exato do último acidente – está engavetado há mais de um ano, com o conhecimento do prefeito Humberto Souto.

“Eu estive no gabinete do prefeito e naquele momento ele ligou ao presidente da MCTrans, que foi notificado a fazer a intervenção. O projeto estava na mesa dele. Esta morte poderia ter sido evitada”, diz o vereador.

O vereador Lêga espera que, agora, com a repercussão do caso, o problema seja resolvido. 

“A população clama por isso. O presidente da MCtrans deveria saber onde tem prioridade, mas eu penso que está ocupando uma pasta incompatível com o seu conhecimento”, declarou, referindo-se a José Wilson Guimarães, presidente do órgão, que não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto.  

PEDIDO 
Esta semana, o vereador Sóter Magno reiterou por meio de requerimento votado e aprovado na casa o pedido para que a intervenção seja realizada com urgência.

“A maioria dos acidentes ocorre de madrugada, depois que os semáforos já estão desligados, por isso só o sinal não basta. É preciso colocar faixas como foi sugerido pelo colega Lêga”, pronunciou.

No fim da tarde de ontem, data em que foi celebrada a missa de 7° dia de Diego Borges Simões, o jovem de 18 anos que morreu no cruzamento, familiares e amigos se reuniram no local para protestar contra a violência no trânsito e exigir providência do município.