Atrasos nos horários, ausência de cobradores, superlotação dos coletivos e queixas, muitas queixas. Em busca de uma solução para os diversos problemas relatados pelos usuários, a Câmara de Vereadores realiza hoje uma audiência pública para debater o serviço de transporte coletivo em Montes Claros.

Na última terça-feira, passageiros da linha 5801 fizeram uma manifestação em frente ao ponto do condomínio Portal das Acácias, no bairro Ibituruna. Um grupo parou o lotação para reclamar do atraso e da superlotação. 

A audiência é resultado do requerimento do vereador Daniel Dias (PCdoB) e começa às 7h45. A ideia é ouvir relatos dos usuários, as explicações da empresa MocBus – que assumiu a concessão dos serviços por 20 anos – e também autoridades municipais. 
“Depois da mudança no transporte coletivo verificamos grandes insatisfações dos usuários quanto à retirada de linhas, atraso nos ônibus e a demissão dos cobradores”, diz o vereador. “Queremos o esclarecimento das autoridades para a Câmara e para população. A audiência se deve às mudanças que têm prejudicado as pessoas que precisam do serviço na cidade”, acrescenta Daniel Dias. 

Além dos atrasos, os passageiros têm reclamado da falta dos cobradores, que também ajudavam pessoas com deficiência a entrar nos veículos, e o não cumprimento do contrato, que prevê a disponibilização de ar-condicionado em toda a frota.
“Fico indignada, pois o transporte na nossa cidade sempre foi ruim. Mas agora piorou de vez. Eles (MocBus e McTrans) não cumprem o horário divulgado para o ônibus estar no ponto. Estou me atrasando sempre para o trabalho por causa dessa irresponsabilidade”, afirma Cleonice Maria Nunes, que utiliza a linha 4601. 

O contrato da Prefeitura de Montes Claros com a MocBus é válido por 20 anos. Na pasta consta que a prestadora de serviço deve oferecer frota nova e com ar-condicionado. A tarifa atual tem que ser mantida por pelo menos um ano -–o valor da passagem é de R$2,85. 

Para Uagner Dias, que já foi motorista de lotação, o transporte público só vai melhorar depois que mudar a empresa, através de uma nova licitação.
“Acho que devemos boicotar essas empresas. Falo isso porque já fui motorista de uma delas. Não importam com a população e nem com os funcionários”, afirma. 

Quando a MocBus assumiu o serviço, 50% dos empregados foram demitidos. 
Sobre as queixas apresentadas, a MocBus disse que se pronunciará durante a audiência pública. Já o presidente da MCTrans não atendeu a reportagem de O NORTE. 



Na última terça-feira, passageiros da linha 5801 fizeram uma manifestação em frente ao 
ponto do condomínio Portal 
das Acácias, no bairro Ibituruna. Grupo parou o lotação 
para reclamar do atraso 
e da superlotação