Transmitida pelo ar ou simples aperto de mãos, a doença que assusta o mundo já deixa também Montes Claros em alerta. Um caso suspeito de coronavírus na cidade é investigado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Essa é a primeira notificação na região Norte. Em Minas, outros quatro registros aguardam o resultado de exames. No Brasil, são 132. 

Porém, o número pode crescer não só em MOC, mas em todo o território mineiro. “Dezenas” de pessoas com sintomas da infecção – e histórico recente de viagens a países que enfrentam a síndrome – são monitoradas.

Elas estão internadas em áreas de isolamento de hospitais ou mesmo em casa, após atendimento em unidades de saúde.

A identidade do caso suspeito em Montes Claros não foi revelada. No fim da tarde de ontem, a reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas ninguém foi localizado. 

Mais cedo, a pasta emitiu nota informando que dois pacientes, vindos da Itália, apresentaram sinais da doença na última quarta-feira e foram atendidos no Hospital Universitário Clemente de Farias. Uma suspeita foi descartada.

O outro caso, que pode ser o investigado pela SES-MG em Montes Claros, trata-se de um jovem de 18 anos. Ele retornou do país europeu no último dia 17, passando pelos aeroportos de Roma, Turim e Milão. O rapaz está em quarentena na própria residência e segue monitorado pela Vigilância Epide-miológica.

A Secretaria de Saúde de Montes Claros realizou ontem reunião para alinhar a atuação das equipes técnicas e profissionais de hospitais, além da Promotoria de Saúde do Ministério Publico e Superintendência Regional de Saúde. 
 
CONTAGEM DIÁRIA 
Ontem, o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, informou durante coletiva, em São Paulo, que o atual número de 132 casos suspeitos deve crescer nos próximos dias. A atualização nos boletins será diária, com base nos balanços estaduais.

No total, 16 estados têm pacientes com sintomas sendo investigados. Os critérios para a definição de caso suspeito enquadram pessoas que apresentarem febre e pelo menos mais um sinal gripal, como tosse, além de passagem por Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã, Camboja e China, nos últimos 14 dias.


O primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil é de um homem de 61 anos, morador de São Paulo. Ele viajou à Itália entre 9 e 21 de fevereiro. Teve febre, tosse seca, dor de garganta e coriza. O paciente está bem, mas segue monitorado