Depois de mais de um ano parados em virtude da pandemia do coronavírus, empresários do setor de eventos comemoram a flexibilização autorizada no Decreto Municipal nº 4224, em vigor desde ontem.

“A flexibilização ainda é tímida, tendo em vista principalmente a limitação de horário. Porém, estamos satisfeitos sim, porque o município começou a entender que podemos ser inseridos na retomada de maneira responsável e com isso ajudar também a coibir as festas clandestinas que acabavam acontecendo”, diz a empresária Nubia Veloso, que chegou a liderar uma manifestação em maio em prol da flexibilização.

“Não estávamos suportando mais. É o nosso ofício, e a provisão das nossas casas vem deste trabalho. Tivemos que devolver valores de clientes que contrataram conosco. Foi muito difícil estar sem receita e ter que fazer devoluções”, diz.

“É um primeiro passo, um teste, na verdade. Acreditamos que a tendência é evoluir na flexibilização. Poderemos mostrar que é possível trabalhar, mesmo de maneira restrita, e que quem transmite o vírus não é o evento organizado”, diz Luiz Fernando Nobre, diretor da Unidade Norte da Associação de Eventos e Entretenimento de Minas Gerais (Amee-MG) e proprietário de casa de eventos. Ele ressaltou que a entidade, com cerca de 60 associados, já havia apresentado um protocolo de retomada ao Executivo, com sugestões de medidas a serem colocadas em prática.

Fernando dará prosseguimento à agenda. Ele adiou aproximadamente 120 eventos no estabelecimento que tem e revela que a grande barreira a ser vencida agora, também por outros empresários, é a busca de profissionais. Com a paralisação, considera que houve uma migração para outras profissões e que muita gente não retornará às atividades anteriores.

“Houve uma desprofissionalização do setor. Mas é uma cadeia muito grande, que precisa funcionar e pode também abrir uma chance de emprego a quem não tem. Vamos orientar nossos associados da importância de se trabalhar da maneira correta, cumprindo fielmente as regras, para não retrocedermos”, conclui.

As casas de festas deverão seguir a limitação de público de até 20% dos lugares existentes, de acordo com os critérios definidos pelo Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais. A lotação máxima, independentemente de espaço, é de cem pessoas. Em locais fechados, a limitação é de uma pessoa a cada quatro metros quadrados e nos espaços abertos, uma pessoa a cada dois metros quadrados. As mesas deverão obedecer a distância de no mínimo dois metros entre elas, sendo proibida a junção e com até quatro cadeiras em cada uma. Comidas e bebidas só poderão ser servidas às pessoas sentadas. O horário para encerramento de todos os eventos é às 22h e a Guarda Municipal vai continuar com a fiscalização.