Em maio de 2018, O NORTE iniciou uma série de reportagens mostrando o abandono pela atual administração de Montes Claros das obras de construção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA 24h) do Bairro Chiquinho Guimarães, iniciadas pelo ex-prefeito Ruy Muniz. Um espaço que era para atender milhares de pessoas estava completamente abandonado.

Para agravar a situação, em agosto do mesmo ano o local foi alvo de depredações e saques que praticamente destruíram toda a estrutura, desprovida de qualquer vigilância. Na época, a própria Secretaria de Infraestrutura e Planejamento Urbano estimou os prejuízos em mais de R$ 2 milhões. 

Para recuperar a unidade de saúde, projetada para funcionar em tempo integral e atender urgências e emergências dos bairros Major Prates, Maracanã, Chiquinho Guimarães, Ciro dos Anjos, Joaquim Costa, Mangues, São Geraldo I e Vargem Grande, foi necessário abrir novo processo licitatório.

Mais de R$ 3,6 milhões tiveram que ser investidos nessa nova fase, que tem a previsão de ser finalizada na próxima quinta-feira, dia 13 de fevereiro. No entanto, uma coisa é o prédio da UPA ficar pronto, outra é a unidade de saúde começar a funcionar.

Vereadores criticam a demora do município em assumir as obras, favorecendo os prejuízos, e alegam ainda que a cidade não tem uma previsão de recurso para estruturar o prédio de forma que ele possa começar a funcionar.
 
EMENDAS
Da tribuna do Legislativo, o vereador Valcir da Ademoc (PTB) lembrou que a conclusão da obra “só será possível em face às emendas impositivas dos parlamentares e dos deputados estaduais votados na região”.

Segundo ele, há muito a obra poderia ter sido concluída. “Se a prefeitura não tivesse abandonado a construção, deixando muito claro que a saúde não é prioridade do grupo que está no poder, posto que o desleixo em relação à UPA é reflexo do que ocorre desde o início da gestão no hospital municipal e nas unidades de Estratégia de Saúde da Família”, avalia Valcir.