Chegou a hora de cuidar da saúde do animal de estimação. De 4 de agosto a 18 de setembro será realizada em Montes Claros a Campanha de Vacinação Antirrábica, promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A meta é imunizar pelo menos 60 mil animais, entre cães e gatos, que tenham pelo menos 4 meses de idade.

A vacinação acontecerá em postos estratégicos da cidade, como praças e unidades de saúde. Serão disponibilizadas 65 mil doses. Os bichos que forem vacinados pela primeira vez terão que receber mais uma dose de reforço em um prazo de 30 a 45 dias após a primeira aplicação. Nestes casos, a proteção por meio da segunda dose pode ser viabilizada pelo município por meio da manutenção de postos fixos.

O objetivo da campanha é vacinar o maior número de animais possível, de forma a evitar que o vírus rábico alcance a população, interrompendo assim o ciclo urbano da doença.

A raiva nos animais não tem cura e é 100% fatal. A vacina é a única forma de prevenção. O vírus é transmitido através da saliva, por meio da mordida do animal contaminado.

Os primeiros sintomas da raiva são o isolamento do animal – que busca lugares escuros para permanecer –, a agitação e latidos e mordidas no ar sem motivo aparente. O cão também recusa alimentos e tenta comer as próprias fezes. Além disso, tem salivação excessiva, considerado um dos sinais mais clássicos da raiva. Após esses sintomas, vem a paralisia. Cães morrem em até 48 horas e gatos podem ir a óbito em até dez dias.

Caso os tutores suspeitem que o cão ou gato possua a doença, devem encaminhar o animal para o Centro de Controle de Zoonoses para a realização de exames laboratoriais. 

Lembrando que os animais de maior porte e agressivos devem ser conduzidos por guias e com focinheiras, de modo a evitar acidentes ao longo dos trabalhos.

No dia 12 de agosto, a Campanha de Vacinação Antirrábica atenderá os animais da zona rural de Montes Claros. 
 
ABANDONO
Segundo um levantamento do CCZ feito no início deste ano, o número de animais abandonados nas ruas da cidade e na região rural chega a 70 mil.

Além de maus-tratos, eles ficam expostos a diversos tipos de doenças e ainda causam acidentes, sofrendo ferimentos que, na maioria das vezes, levam ao óbito.