O primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LirAa) de 2021, em Montes Claros, dispara o alerta para o risco de mais um ano epidêmico em meio ao caos provocado pelo novo coronavírus. 

O levantamento realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) apontou uma taxa de infestação de 9,7% – quase dez vezes superior ao índice máximo de segurança, que é de 1%, estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Taxas do LirAa entre 1% e 3,9% indicam situação de alerta. Acima de 3,9%, indica alto risco de epidemia. 

A amostragem do primeiro LirAa de 2021 foi realizada no período de 11 a 15 de janeiro e envolveu 8.843 imóveis da cidade. Foram encontrados focos do mosquito em 860 deles, sendo sete terrenos baldios e 853 edificãções. Ou seja, 99% dos focos do mosquito da dengue foram encontrados em residências.

Apesar do índice muito elevado, foi constatada uma pequena redução de 0,6% em relação ao LirAa feito em janeiro de 2020.

O levantamento demonstrou, por exemplo, que houve uma diminuição da infestação de 14,32% para 7,59% na região dos bairros Todos os Santos e Panorama. Já na região dos bairros Recanto das Águas e Jaraguá houve uma redução de 11,42% para 7,46%. 

LOCAIS CRÍTICOS
Por outro lado, a região dos bairros Renascença, Alcides Rabelo e Planalto teve um aumento considerável, com a taxa de infestação saltando de 12,5%, em janeiro de 2020, para 23,6% no LirAa deste ano.
 
ALERTA
A situação em 2021, portanto, é de alerta para uma possível epidemia de dengue e de outras doenças causadas pelo Aedes aegypti, como zika e chikungunya.

Segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Minas Gerais vivenciou quatro epidemias de dengue nos anos de 2010, 2013, 2016 e 2019.

Neste último ano, foram notificados 474 mil casos prováveis da doença e 188 óbitos por dengue. Em 2020 foram notificados 84.636 casos prováveis e 13 óbitos por dengue. 
 
COMBATE
De acordo com o CCZ e a SES, já foram iniciadas ações técnicas operacionais específicas de intensificação de combate ao mosquito. O CCZ ressalta a importância da participação da comunidade nessa batalha contra o Aedes aegypti. 

Em Montes Claros, é muito comum o armazenamento de água em tambores em função de problemas no abastecimento da cidade. Normalmente, esses depósitos são os locais mais propícios para proliferação do mosquito da dengue. Esses tambores, assim como as caixas d’água, devem estar constantemente vedados.

SAIBA MAIS
Veja medidas de combate ao mosquito que devem ser tomadas pela população:
- providenciar limpeza periódica e vedamento dos tambores e tanques;
- limpar semanalmente os ralos e usar tela de malha fina;
- destinar o lixo para coleta pública;
- escoar a água dos pratos de planta;
- limpar e drenar calhas, lajes e piscinas;
- manter lotes limpos e sem prática de bota-fora