Montes Claros inicia nesta quarta-feira (6) a vacinação contra Covid em adolescentes de 17 anos sem comorbidades, de 12 a 17 anos que sejam gestantes, lactantes até seis meses e puérperas (mulheres que deram à luz em até 45 dias) e aplicação da dose de reforço em maiores de 60 anos.

No grupo dos jovens, são cerca de 6 mil pessoas que começam a ser protegidas contra o novo coronavírus, destaca a secretária Municipal de Saúde, Dulce Pimenta.

O avanço atende ao clamor dos adolescentes sem comorbidades pela vacina. Começa hoje com os de 17 e, à medida que a meta for batida e mais doses chegarem, o município vai abrindo para as outras idades.

Além desse novo público, continua a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades. Para receber a dose da Pfizer, esse novo grupo precisa apresentar, no ato da vacinação, documento com foto, comprovante de residência, cartão SUS e cartão da gestante ou certidão da criança. A vacina estará disponível em todas as salas de vacinação de Montes Claros.
 
REFORÇO
Focada até então na proteção de idosos com mais de 70 anos, a terceira dose começa a ser aplicada hoje naqueles que têm mais de 60 anos e que receberam a segunda dose há pelo menos seis meses.

A secretária de Saúde faz um apelo para que os idosos tomem o reforço, que vai garantir mais proteção contra o coronavírus e suas variantes.

“O movimento está bem fraco para esse público. Estamos fazendo busca ativa por meio das equipes de saúde da família para conscientizá-los da importância dessa terceira dose”, diz Dulce Pimenta.
 
SEGUNDA DOSE
Ainda com dificuldade no abastecimento com a AstraZeneca, Montes Claros autorizou, por meio de decreto, a substituição dessa vacina pela Pfizer para quem quiser garantir a segunda dose.

Mas, segundo Dulce, a grande maioria tem preferido esperar a chegada da AstraZeneca. 

Pfizer protege por 6 meses

Estudo publicado nesta terça-feira (5) na revista britânica “The Lancet” aponta que as duas doses da vacina Pfizer são eficazes na prevenção dos casos graves causados por todas as variantes da Covid-19 por ao menos seis meses. A pesquisa realizada pela farmacêutica e a organização americana Kaiser Permanente analisou dados médicos de 3,4 milhões de pessoas no sul da Califórnia, entre dezembro de 2020 e agosto deste ano. Os testes indicaram que a eficácia do imunizante contra os riscos de infecção diminui ao longo do tempo, caindo de 88% no mês seguinte ao reforço, para 44% após seis meses. Por outro lado, mantém eficiência de 90% em casos de hospitalização por pelo menos um semestre. “As vacinas são uma ferramenta central para controlar a epidemia, e são extremamente eficazes na prevenção de formas graves e hospitalizações, inclusive contra a delta e outras variantes preocupantes”, disse Sara Tartof, uma das autoras do estudo.