Além de toda a dificuldade decorrente da pandemia, muitas mulheres têm enfrentado ainda a violência dentro de casa. O aumento percebido nesses casos é decorrente das condições emocionais extremas a que todos estão submetidos, desemprego e por as famílias estarem convivendo por mais tempo.

“Para muitas mulheres, o isolamento ‘machuca’ mais que o próprio vírus”, diz a psicóloga Brenda Izabella Costa Ferreira. Segundo ela, as vítimas têm passado mais tempo com seus agressores. 

Um apoio fundamental a essas mulheres vem do Projeto Justiceiras, do qual Brenda faz parte. “O projeto conta com um atendimento multidisciplinar. São psicólogos, assistentes sociais, advogados, médicos, rede de acolhimento. O Justiceiras busca acolher, orientar e apoiar meninas e mulheres vítimas da violência doméstica e/ou familiar”, conta Brenda.

O Projeto Justiceiras atende vítimas de todo o país e, para isso, conta com mais de 5 mil voluntários. “A procura pelo projeto teve um significativo aumento após nossa parceria com o Magazine Luiza. O Projeto Justiceiras contribui como uma rede de apoio para essas meninas e mulheres do país”, diz.

Segundo Brenda, o grupo também faz o encaminhamento para autoridades competentes. “Orientamos com relação às dúvidas sobre as situações de violência e sempre buscamos desenvolver parcerias para a construção de políticas públicas, além das existentes, fortalecendo todos os seus direitos (saúde, liberdade, segurança, trabalho)”, ressalta.

Os atendimentos acontecem de forma remota. Para conhecer mais o projeto, basta acessar o WhatsApp (11) 99639-1212 e Instagram: @justiceirasoficial. “Havendo um preenchimento do formulário com alguns dados, logo após entramos em contato”, diz Brenda.

Socorro pela fé
Nas redes sociais, publicações dos voluntários do Ministério Hospitalar da Igreja Batista Esperança e Vida (IBEV) durante a pandemia viralizam. Em um pequeno grupo, com todos os cuidados sanitários necessários, eles oferecem nas portas dos hospitais uma palavra de consolo, de conforto através de louvores em adoração a Deus.

Levam instrumentos musicais e muito amor no coração para partilhar com quem está precisando de apoio emocional e espiritual. 

“Às vezes, a pessoa precisa apenas de um par de ouvidos. Para tanto, é preciso estar sensível às oportunidades que surgem”, diz Luiz Henrique da Silveira, voluntário do grupo. 

Outra grande ação pós-pandemia será nas unidades prisionais do Norte de Minas. De acordo com o pastor Leonardo Azevedo, o primeiro contato é apresentar o Evangelho aos detentos. Depois, um trabalho de resgate do relacionamento da pessoa com Deus e, ao mesmo tempo, a reintegração social.

“Queremos alcançar também a família dos presidiários pela Palavra. Gerar um ambiente cheio de amor. Onde a paz de Deus impera, certamente influencia na mudança de comportamento do detento durante o cumprimento da pena, bem quando de sua saída”, diz.

Para conhecer mais sobre o projeto, é só ligar (38) 98428-9079.