Para tentar reverter a falta do transporte escolar nos conjuntos habitacionais de Montes Claros, o Diretório Central dos Estudantes (DEMC) promete muita mobilização para cobrar da prefeitura a retomada do serviço.

“Vamos ao enfrentamento se necessário, porque é inadmissível que esse direito seja negado. A prefeitura não pode iniciar o ano letivo sem uma resposta, sem uma solução para milhares e milhares de estudantes”, ressaltou o presidente da instituição, Pablo Alves.

Ele enfatiza que a educação é um direito fundamental. “É um absurdo o município não garantir o transporte, pelo contrário, estamos vendo o anúncio de aumento das tarifas, o que vai precarizar ainda mais o acesso de milhares de estudantes às escolas, porque não temos políticas públicas”, denunciou. 

Na próxima semana, o DEMC irá se reunir com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e cobrar ações rápidas do Ministério Público. “O prefeito precisa ter mais sensibilidade”, diz Pablo, destacando que as manifestações da entidade pela volta do transporte escolar nos conjuntos residenciais receberam total apoio da comunidade.

Para o líder estudantil, independentemente de quem seja a responsabilidade, é primordial a defesa dos alunos irem à escola.

A suspensão do transporte escolar vem sendo discutida desde o ano passado. A Câmara de Vereadores e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais foram palco dos debates e das reivindicações da comunidade que abrange os conjuntos habitacionais Recanto das Águas, Monte Sião I, II, IV, Minas Gerais, Village do Lago II e Residencial Novo Horizonte.
 
SINDICATO
Em nota, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Sistema Público Municipal de Montes Claros (Sind-Educamoc) afirma que “a prefeitura não utiliza recursos próprios para construção de escolas, que resolveriam o problema, porque educação não se faz apenas com verbas do Estado e da União. Ele (o prefeito) pode utilizar verba do tesouro em educação, como faz em outros setores”.

Novamente, O NORTE procurou a titular da Secretaria Municipal de Educação, Rejane Veloso. Mas, até o fechamento da edição, não obteve respostas.

A Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa debateu a falta do transporte em outubro de 2019, após reclamações dos moradores dos conjuntos. Em 8 de novembro, uma audiência pública foi feita em Montes Claros, quando se chegou ao dado de que mais de 1.200 estavam prejudicadas

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