Por falta de pagamento, a Cemig cortou a energia elétrica do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Professor Raimundo Neto. Com o desligamento, mais de 200 crianças, de zero a 5 anos, estão sendo mantidas em tempo integral no estabelecimento em condições precárias, há pelo menos três dias, a ponto de os pais estarem sendo orientados a não enviarem os filhos ao educandário. Mantido pela Prefeitura de Montes Claros na avenida Estrela da Esperança, no Bairro Mangues, o espaço atende às comunidades do chamado “Grande Santos Reis”. 

A reportagem de O NORTE esteve ontem à tarde no Cemei, localizado no Anel Rodoviário. O primeiro problema decorrente da falta de energia foi percebido logo na entrada: para abrir o portão, só “fazendo força”.
“Não foi restabelecida ainda a energia. Estamos sem luz, por isso estamos abrindo o portão na mão”, informou um servidor da Secretaria Municipal de Educação, completando que a diretora havia saído “para tentar resolver a situação na Prefeitura, porque boa parte dos meninos foi dispensada”. 

Além disso, o abastecimento de água da escola está sendo feito com carro-pipa, mas o líquido conseguido na véspera não havia sido suficiente. A bomba teria deixado de funcionar devido à falta de energia. 
“Os pais foram orientados a manterem os filhos em casa, ou seja, quem pôde ficar com as crianças em casa tem água e luz. Os outros estão aí”, revelou outro servidor, lembrando que o prédio pertence à Star Of Hope, mantenedora do Lar de Crianças Estrela da

Esperança. O imóvel está cedido para a Prefeitura de Montes Claros. 

Ainda segundo o funcionário, apesar de ser mantido pela municipalidade, estava sendo necessário “muito empenho para que a energia fosse restabelecida”. 

Com acesso autorizado ao prédio, a reportagem de O NORTE documentou que os servidores são obrigados a permanecer no estabelecimento mesmo sem atividades e que meninos e meninas, bem como dezenas de servidores da Prefeitura, não têm nenhuma segurança, posto que o portão dos fundos do Centro Municipal de Educação Infantil Professor Raimundo Neto foi arrancado. Sem a estrutura, fica livre acesso de qualquer pessoa ao espaço. 

Questionadas sobre as condições da escola e quando haveria uma solução para a falta de energia, tanto a titular da Secretaria Municipal de Educação, Rejane Santos, quanto a assessoria de comunicação da Prefeitura não deram retorno até o fechamento desta edição.


Devido à falta de energia e também de água, já que o líquido precisa ser bombeado e o processo depende de energia elétrica, 
escola aconselhou pais a deixarem os filhos em casa