Depois de tantos meses amargando prejuízos, os comerciantes de Montes Claros apostam no Dia das Mães para conseguirem sair do vermelho. A expectativa é a de que as vendas sejam de 2% a 5% maiores em relação ao ano passado, com destaque para os setores de vestuário, calçados, perfumes e cosméticos, floriculturas e joalherias.

A data, considerada a segunda melhor do ano em vendas, perdendo apenas para o Natal, também deve movimentar os restaurantes, seja com movimento presencial ou por delivery, já que ninguém quer deixar a mãe pilotando o fogão no dia dela.

Segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Montes Claros, o tíquete médio vai variar de R$ 100 a R$ 120. 

“Cerca de 80% dos consumidores têm intenção de presentear as mães. Temos orientado os lojistas e consumidores para programarem suas compras e aproveitarem que temos quase dez dias pela frente para evitar aglomeração e cumprir todas as medidas preventivas com relação à segurança”, ressalta Ernandes Ferreira, presidente da CDL.
 
DECRETO
Embora o decreto municipal que está em vigor em Montes Claros tenha validade até 1º de maio, a esperança dos lojistas é a de que as autorizações sejam mantidas na próxima semana. 

“Temos chamado a atenção para a população prestigiar o comércio local, que está precisando de muita ajuda. Os lojistas estão preparados e vários vão atender no formato on-line para quem não quiser sair de casa”, explica Ernandes.

A CDL tem uma vitrine de negócios, que é o site www.compreemmoc.com.br. Nesse site, tem o catálogo de vários lojistas que vendem por meio do aplicativo e redes sociais. “Essa modalidade de venda dá mais comodidade para o consumidor e evita aglomeração no centro”, ressalta Ernandes. 

ESPERANÇA
Os comerciantes estão otimistas e comemoram a data que coincide com o período em que os trabalhadores recebem o pagamento. Para Isaque Leal, comerciante do ramo de óculos e relógios, é uma oportunidade para colocar as contas em dia.

“Eu acredito que a semana que vem, se Deus quiser, vai ser boa para vendas e vai dar para pagar as continhas. A data favorece porque no dia 8 todo mundo já recebeu, então vai ter dinheiro circulando. Acho que a média de gasto vai ser de R$ 50 a R$ 80”, diz o comerciante, que vai trabalhar com a mercadoria que já tem em estoque.

“Está muito difícil conseguir mercadoria nova, porque os meus fornecedores são chineses e estavam fechados. Além da dificuldade para comprar, voltamos há pouco tempo e dinheiro para estocar também está difícil. Acredito que grande parte dos comerciantes vai trabalhar assim, porque tem pouco tempo que a gente voltou e não deu para capitalizar. Mas mercadoria a gente tem, o que falta é cliente”, diz.

Eduardo C., gerente de uma rede de eletrodomésticos, diz que as vendas estão ganhando força. “Graças a Deus, estamos com boa expectativa”.

A empresária de moda Maria José Mendes afirma que o comércio ainda está fraco e, para conseguir algum retorno, teve que se reinventar. Diariamente as redes sociais são alimentadas com exposição das peças que acabam mexendo com os olhos da clientela. “Estou animada, esperançosa de que haverá uma reação do comércio. As promoções são um bom atrativo”, diz.