O racionamento de água dará uma trégua aos montes-clarenses nesse período das festividades de fim de ano. A Copasa informou que suspenderá o rodízio de abastecimento na véspera (24) e no Natal (25), bem como nos dias 31 de dezembro e 1° de janeiro de 2020.

A medida de rodízio em dias alternados para todas as residências e durante a madrugada no Distrito Industrial está em funcionamento desde 17 de novembro.

De acordo com a Copasa, a decisão de dar uma pausa no rodízio foi tomada após análise da equipe técnica, pela importância deste período para o congraçamento das famílias.

“No intuito de minimizar o impacto provocado pelo rodízio em suas rotinas, após avaliação técnica, a Companhia optou pela suspensão do rodízio de abastecimento de água, excepcionalmente, nos dias citados”, informou a empresa em nota.

A Copasa ainda reiterou, na nota, que é importante dar continuidade aos esforços para o uso consciente dos recursos hídricos disponíveis, mediante os cronogramas de rodízio já estabelecidos.
 
A MEDIDA
Até então sem chuva suficiente, a Companhia retomou o racionamento em novembro, pouco mais de um ano após a suspensão do rodízio com o qual a cidade conviveu de 2015 a 2018.

O objetivo agora era de economizar em média 300 litros por segundo (l/s) a captação de água na barragem de Juramento, que havia chegado a 13% de sua capacidade.

Quando anunciou a volta do rodízio, a Copasa disse que suspenderia o racionamento apenas quando a barragem alcançasse os 50%. A Companhia optou por não revelar a situação atual da represa. 

VELHO CHICO
A Copasa deve anunciar, nos próximos dias, a abertura do processo licitatório para contratar a empresa que construirá o sistema de tubulação que buscará água no rio São Francisco, em Ibiaí.

A nova obra vai levar água de Ibiaí a Coração de Jesus, no rio Pacuí, onde a Copasa já tem tubulação para trazer o recurso até Montes Claros.

A empreitada custará R$ 188 milhões, com a construção de 91 quilômetros de tubulação. A previsão é a de que seja concluída em dezembro de 2021.

Vale lembrar que o sistema de captação do Pacuí, já funcionando, mas abaixo do esperado também por conta da seca, custou cerca de R$ 100 milhões, com 56 quilômetros de tubulação.