Depois da liberação dos esportes, chegou a vez de os bares dos clubes recreativos serem autorizados a funcionar em Montes Claros. Decreto nº 4.254, publicado no fim de semana, estabelece a flexibilização e as regras a serem seguidas pelos estabelecimentos e pelos frequentadores.

O atendimento será feito com os clientes sentados, com uma distância de dois metros entre as mesas, que poderão ter, no máximo, quatro pessoas.

A decisão gera alívio para os donos dos espaços. Maior clube recreativo de Montes Claros, o Max-Min conta com sete bares em suas dependências. Para o presidente do local, Charles Caldeira Veloso, o retorno era um dos momentos mais aguardados. Mas, segundo ele, a coroação só virá com a retomada também das piscinas e saunas, que até o momento não podem ser utilizadas.

“Abriu para o esporte e deu uma aliviada muito grande. Agora abriu bar e restaurante. Mas, enquanto não abrir 100%, o associado não quer frequentar. As saunas e piscinas ainda não foram liberadas e nossa expectativa é a de que isso aconteça até setembro. Se não fosse a experiência que conquistamos nesses anos de administração, o clube poderia passar por sérias dificuldades financeiras”, afirma Charles.
 
INADIMPLÊNCIA
Segundo ele, um ano e sete meses sem os bares funcionarem, o associado pensa que o clube não está totalmente aberto e acha que não tem que pagar. Dos cerca de 8 mil associados, metade das cotas está inativa.

“Tivemos que dispensar 25 funcionários por causa desse fechamento e vamos ver se agora a gente recupera alguma coisa”, avalia o presidente do Max-Min.

“Com seis meses de inadimplência, a gente desativa a cota. Mas não quer dizer que eles perderam. Se retornarem e fizerem acordo, o próprio estatuto prevê que se ficou um ano sem pagar, com R$ 1.200 ele quita o débito e reativa a cota. Tínhamos 85 funcionários. Estamos com 60, precisamos urgentemente que o clube volte a funcionar 100%, porque o associado quer pagar, mas quer frequentar”, diz Charles.

A microempresária M.L., sócia do clube, revela que deixou de frequentar durante a pandemia e já não pensa em voltar. “O meu atrativo no clube era a piscina. Nunca foram os bares, mas permanecendo no lugar por algumas horas eu acabava consumindo alguma coisa do bar. Durante a pandemia, deixei a cota de lado e não pretendo retornar. Não é a minha prioridade agora”, afirma.
 
ATRATIVO
A advogada Tayne Nunes, associada de outro clube mais central na cidade, também considera que o bar é um atrativo, mas, no clube em questão, não era o ponto forte. “Provavelmente não retornarei a frequentar”.

Já Izabela Gusmão tem opinião diferente e enumera os benefícios ao escolher o local. “Eu me sinto segura. Uma vez que os bares já funcionam na cidade, dentro dos clubes acho até mais seguro. Tem mais espaço, é ao ar livre, com grupos pequenos e horários reduzidos. O público sempre foi menor do que nos demais bares da cidade. Acho uma decisão acertada”, diz ela, que aguarda com expectativa a retomada das aulas de zumba que participava no clube.

O decreto também prorrogou, até 5 de agosto de 2021, os efeitos dos decretos nº 4.199, de 12 de abril, e nº 4.224, de 31 de maio. Ambos dispõem sobre as regras sanitárias a serem adotadas no funcionamento das atividades que estão permitidas no município.