Mais chuva e mais problemas em Montes Claros. Desta vez o alvo dos 36,3 milímetros (mm) de precipitação que caíram sobre a cidade na noite de terça para quarta-feira foram as obras de reforço das paredes do canal, drenagem e pavimentação do Córrego do Cintra, orçada em R$ 6 milhões.

A tempestade ainda provocou a queda de postes, estourou tubulações de água e esgoto e, novamente, causou estragos nas obras da avenida Vicente Guimarães. 

Como já havia chovido 83,3 milímetros desde a madrugada de domingo, dezembro já soma 119,6mm, ou seja, muito mais que os 47,5mm registrados em todo o mês de dezembro do ano passado que, com exceção dos 36,4 mm de setembro, assinalou índices pluviométricos abaixo da média histórica.

No total, segundo a Estação Climatológica do Ministério da Agricultura, que funciona nas dependências de unidade da UFMG no bairro Planalto, de 1º de setembro até ontem, choveu em Montes Claros nada menos que 348,1mm.

Em nota, a Prefeitura de Montes Claros informou, ontem, que “em decorrência das últimas chuvas, diversas redes de esgoto estão estourando em pontos distintos da cidade” e que “a Copasa já foi notificada de todos os locais que esse problema surgiu e irá recompor o recapeamento”.

Além disso, explica que a “rede entupiu e danificou o pavimento porque as redes de água e esgoto são muito antigas”. Por fim, sugere que “o ideal é trocar a rede – como está sendo feito na avenida Rui Albuquerque, sentido ao bairro Village do Lago.

OBRAS NO PRAZO
O engenheiro civil Guilherme Guimarães, titular da Secretaria de Infraestrutura e Planejamento Urbano, garantiu que, “embora as chuvas estejam bem mais extensas que as ocorrências nos últimos anos, até o momento não prejudicaram o cronograma das obras (da avenida Vicente Guimarães e do Córrego do Cintra), porque elas foram previstas para ocorrer no período chuvoso e de estiagem”. 

Assegurou que “não houve nenhum prejuízo e, em relação a eventos decorrentes das chuvas intensas, não ocorreram danos nem necessidade de aditivo de valor ou prazo em decorrência disso”.

O secretário lembrou “ser importante salientar que tão logo a Cemig retire os postes que estão sobre o trajeto da nova galeria da rotatória do heliporto, melhorará significativamente o escoamento do canal da Vicente Guimarães”.

Guilherme Guimarães ponderou ainda que “não houve nenhum dano nas estruturas executadas, tanto no Cintra, na Vicente Guimarães (cuja galeria poderá ser executada), no Melancias e, muito menos, nas demais avenidas dos Córregos Bicano e Vargem Grande”.