A falta de sinalização e os acidentes que se tornaram rotina na avenida Leonel Beirão de Jesus, uma das mais antigas e tradicionais de Montes Claros e que faz a ligação das regiões norte e sul, tem tirado o sono de quem passa pelo local diariamente. O comércio é efervescente ao longo de toda a via, mas as intervenções no trânsito deixam a desejar e os comerciantes assistem ao caos sem expectativa de solução.

“É uma avenida muito movimentada todo o tempo, mas no início da manhã e final da tarde fica intransitável, especialmente neste cruzamento onde estamos. Não passa um único dia sem ao menos um acidente. É comum ver o carro do Samu aqui”, diz o comerciante Gilbert Lacerda, estabelecido na esquina da avenida Leonel Beirão com Carlos Leite.

Para ele, a solução definitiva viria com a duplicação da ponte preta. No entanto, com a falta dela, há alternativas que poderiam ser adotadas pelo poder público a fim de minimizar o sofrimento e os riscos para a população.

“Se colocassem um semáforo, melhoraria muito. Os carros formam filas gigantes nessa avenida e o movimento estrangula na ponte preta. Já vi a MCTrans aqui fazendo contagem de veículos e dizendo que estavam estudando uma maneira de melhorar o trânsito, mas, na prática, não fizeram nada. Só não está pior porque a escola mais próxima suspendeu as aulas por causa da pandemia. Mesmo assim, o fluxo de veículos é muito grande. Quem vai à Ceanorte, centro ou rodoviária precisa utilizar a via. Carro, moto, bicicleta, carroça, tudo ao mesmo tempo passa por aqui”, declara o comerciante, que sugere que os carros sejam proibidos de estacionar na via por ela ser bem estreita.

Já Émerson Acipreste diz que há uma alternativa simples e que poderia ser adotada de imediato para dar segurança a quem transita pela avenida. Entretanto, não vê boa vontade do município na solução dos problemas.

“É uma coisa simples de resolver. Onde a avenida dupla acaba e entra na Leonel Beirão tem uma entrada para a rua Santa Efigênia, que é paralela. É só colocar mão única para que todo mundo desça pela Santa Efigênia. Quando chega perto das 18h, os carros que vêm pela avenida e querem ir direto ficam presos. Quem vem da Santa Efigênia e da ponte preta se mistura e é um caos. Essa parte da cidade precisa ser olhada com mais carinho”, pede o comerciante.

Émerson acrescenta à lista de descaso da administração o recapeamento da avenida Leonel Beirão de Jesus, deixado pela metade. “Começaram a pavimentação de um pedaço da Leonel Beirão. Quando chegaram próximo à entrada do bairro João Botelho, pararam com as máquinas e ninguém sabe por qual razão”, diz.

O presidente da Empresa Municipal de Planejamento, Gestão e Educação em Trânsito (MCTrans), José Wilson Guimarães, não foi encontrado para falar sobre a situação. Na autarquia, as ligações não foram atendidas até o fechamento da edição.