Com objetivo de incentivar a agricultura familiar em Montes Claros, a Associação de Moradores do bairro São José vai implantar uma feira livre, onde serão ofertados produtos de hortifrutigranjeiros e artesanatos. Segundo a presidente da associação, Rita Cristina Costa, pelo menos 148 feirantes já estão interessados na proposta. 

Antes de implantar a “feirinha do São José”, diversas reuniões com os moradores e a associação de agricultores foram realizadas. Rita conta que foram realizadas sete, inclusive com a presença da Emater, para viabilizar boa estrutura para os feirantes e diversidade em alimentos para os consumidores. 

Os vendedores deverão seguir uma série de normas, tudo pensado na organização do segmento. Um dos critérios é que as verduras, hortaliças e frutas não poderão conter agrotóxico. “Fizemos reuniões e visitas in loco em praticamente toda propriedade da região de Lagoinha, que fornece alimentos para Montes Claros, para verificarmos como a lavoura é cultivada e a qualidade dos alimentos”, pontua Rita Cristina.

Weviton Feitosa (Baiano) trabalha há dez anos como agricultor e também está a frente da coordenação da Associação de Produtores Hortifrutigranjeiros da Região do Pentáurea (Aspropen). Atualmente ele produz diversos tipos de hortaliças e legumes que são vendidos para os supermercados de Montes Claros e para o Centro de Abastecimento do Norte de Minas (Ceanorte) – é da lavoura que ele sustenta a família. 

“Essa feirinha vai incentivar ainda mais o produtor e também vai ser bom para o consumidor, uma vez que nossos produtos são produzidos com adubos biológicos e sem agrotóxicos. Também financeiramente vai ser melhor, pois vamos vender com preços mais razoáveis do que alguns supermercados”, ressalta Baiano.

A feirinha deve acontecer a partir do mês de agosto, as quintas-feiras, das 18h às 21h. 

LEGISLAÇÃO
Em Montes Claros ainda não existe legislação que regulamenta as “feirinhas livres”, mas essa realidade pode mudar com aprovação do projeto 42/2017 que efetiva políticas públicas voltadas para o feirante.

“A feirinha do Major Prates é tradicional, mas têm casos de comerciantes que já possuem estabelecimentos fixos que também vendem no local, tirando a oportunidade do homem do campo. O projeto vem para estabelecer regras e incentivar a agricultura local”, explica o vereador Soter Magno (PP), autor do projeto.