
Tradicional símbolo da culinária mineira, o pequi voltou a ganhar destaque nas feiras livres do Norte de Minas com uma safra considerada tardia, mas promissora. Diferentemente dos anos anteriores, quando a colheita tem início no fim de outubro, neste ciclo a produção começou apenas por volta do dia 15 de dezembro. Apesar do atraso, a expectativa é positiva: a tendência é que o fruto permaneça disponível até o final de março, prolongando o período de comercialização e consumo.
Nas feiras de Montes Claros, o pequi tem movimentado bancas e atraído consumidores em busca do sabor característico do fruto. Atualmente, o preço médio está em torno de R$ 7 a dúzia, valor diferente do praticado no início da safra. De acordo com feirantes, a estabilidade no preço, aliada à boa qualidade do produto, estimula as vendas nos últimos dias.
Entre as variedades disponíveis, o pequi proveniente de Campo Azul tem se destacado, considerado por muitos como o melhor da região nesta safra. Conhecido por ser mais carnudo e com sabor mais adocicado, o fruto tem conquistado tanto comerciantes quanto consumidores. Outras regiões iniciaram a safra um pouco mais cedo, como Ibiaí, Japonvar e municípios do entorno de Coração de Jesus, contribuindo para o abastecimento do mercado regional.
O feirante Fábio Niz, que atua com a venda de frutas na região central de Montes Claros, demonstra otimismo com o atual cenário. Segundo ele, a safra vive um dos melhores momentos. “Estamos com uma excelente safra neste período e bastante confiantes nas vendas até o mês de março. A procura pelo pequi está muito grande, e o volume comercializado nos últimos dias tem sido significativo”, afirma.
Para os consumidores, este é considerado o momento ideal para garantir o fruto. A dona de casa Maria de Fátima destaca a qualidade do pequi disponível atualmente e reforça a importância de aproveitar a safra. “O pequi de Campo Azul é, sem dúvida, o melhor. Ele é mais carnudo, mais doce e rende muito mais nas receitas. Já estamos comprando uma boa quantidade para congelar e consumir ao longo do ano. A hora de comprar é agora, porque o preço está mais acessível e a safra está no auge”, relata.
