Norte sem seis lixões

MP destina R$ 3 milhões para construção de aterro sanitário em Icaraí de Minas

Larissa Durães
10/06/2022 às 09:46.
Atualizado em 10/06/2022 às 10:26
Um dos lixões que serão desativados é o de São Francisco: mudança vai favorecer qualidade de vida local (Ascom CODANORTE)

Um dos lixões que serão desativados é o de São Francisco: mudança vai favorecer qualidade de vida local (Ascom CODANORTE)

Seis lixões a céu aberto estão com os dias contados no Norte de Minas. As áreas que recebem os resíduos de Icaraí de Minas, Brasília de Minas, Ubaí, São Francisco, Campo Azul e Luislândia serão desativadas. Todo o lixo recolhido nessas seis cidades será levado para o aterro sanitário que será construído em Icaraí de Minas.

Serão empregados quase R$ 3 milhões na obra, que vai minimizar os impactos dos lixões na região. A iniciativa foi lançada nesta quinta-feira (9) pelo Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário para o Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas (Codanorte) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Além do aterro, será construída uma Unidade de Triagem e Compostagem Intermunicipal (UTC) e será implantada a coleta seletiva nos municípios. 

O evento de assinatura aconteceu no Auditório da OAB Montes Claros. Na solenidade estavam presentes o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, o presidente do Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp), procurador de Justiça Jacson Rafael Campomizzi, o presidente da Codanorte, Eduardo Rabelo Fonseca, o vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, e autoridades locais.

O recurso a ser aplicado no projeto vem do Funemp, que é um fundo legal que recebe recursos, compensações e indenizações de multas de agressões a bens coletivos, como o meio ambiente, e ao patrimônio público. Esses recursos podem ser acessados pelo poder público para projetos de interesse social.

“Este projeto que foi aprovado aqui, hoje, inclui a entrega de máquinas, de uma usina de compostagem de lixo que vai atender alguns municípios da região do Norte de Minas”, explica o procurador-geral Jarbas Soares Júnior.

BENEFÍCIOS

Com o novo aterro sanitário, a estimativa é a de que 119,5 toneladas de resíduos sólidos deixem de ser jogados todos os dias nos lixões. Isso irá beneficiar uma população de aproximadamente 125 mil pessoas nessas seis cidades.

O Codanorte será o responsável por acessar estes recursos, que serão depositados na conta da própria entidade. O consórcio irá realizar a licitação para a realização das obras necessárias. Os equipamentos estão sendo comprados e a previsão é de que toda a estrutura esteja pronta no primeiro semestre de 2023.

O prefeito de Francisco Drummond e presidente da Codanorte, Eduardo Rabelo, afirma que o projeto irá atender mais de 120 mil habitantes, o que o torna de grande importância para as seis cidades envolvidas.

“O Codanorte está tendo uma participação importante para a vida das pessoas nesta questão dos resíduos sólidos e de dar fim aos lixões”, diz.

SEDE

Icaraí de Minas foi escolhida para sediar o aterro sanitário por ser a cidade mais centralizada e, consequentemente, de mais fácil acesso para as demais que integram o projeto. Isso irá reduzir o custo de transporte dos resíduos até o aterro.

“Hoje, a gente vê o sonho virando realidade. Iremos transformar nosso lixo em emprego e renda. Além de solucionar o problema dos ‘aterrões’ sanitários e do lixo das nossas cidades e da região”, comemora o prefeito Gonçalo Antônio Mendes Magalhães.

O Projeto Recicla aos Montes também foi beneficiado com um repasse, pelo Ministério Público de Minas Gerais, de R$ 1,9 milhão que deverão ser aplicados pela prefeitura para desenvolver atividades que permitam geração de emprego e renda aos catadores de recicláveis e também a recuperação ambiental.

“Este projeto é fundamental para mudar a vida das pessoas. E mudar a vida delas é dar autonomia. Este programa tem um conceito, que é o conceito que a cidade tem que funcionar, integrar, em todos os seus sentidos: a dimensão ambiental, econômica, mas, sobretudo, a dimensão social. E o Recicla aos Montes é criado em cima desta linha”, afirma o vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães.

Para o presidente do Funemp, procurador de Justiça Jacson Rafael Campomizzi, é importante dar valor a este fundo, pois o mais difícil do dinheiro, segundo ele, é a mobilização social. “Por isso estou feliz em ver Montes Claros com este projeto – Recicla aos Montes –realizado, fazendo com que os catadores se organizem em cooperativas, podendo fazer da reciclagem um negócio para que haja emancipação permanente”. 

Representando os catadores, participaram da solenidade o pastor Josmar Xavier dos Santos, do projeto Amor e Vida, Maria do Socorro Soares, presidente da Montesul, e Denise Aguiar, gestora do galpão de reciclagem 3R’s – Soluções Sustentáveis.


 

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