Minas do Norte

Hospitais podem diagnosticar ISTs em gestantes e bebês

Secretaria de Estado de Saúde seleciona 14 unidades do Norte de Minas para atendimento

Da Redação
01/08/2022 às 22:54.
Atualizado em 01/08/2022 às 22:55
 (divulgação)

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O Norte de Minas teve 14 hospitais identificados pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) como referências para o Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids). São unidades de saúde que realizam partos e estão aptos a realizar atendimento à profilaxia da transmissão vertical da sífilis, hepatites virais e do vírus HIV em recém-nascidos. 

A regulamentação da rede no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) envolve 124 hospitais de todas as regiões do Estado. Entre os critérios de qualificação foram levados em conta as instituições que realizam partos de gestantes de alto risco; as que possuem unidades de terapia intensiva neonatais, mesmo não sendo habilitadas para o atendimento de gestantes de alto risco; instituições de apoio à rede de atenção ao parto e nascimento, com produção maior ou igual a 300 partos/ano e instituições que são referências para o parto de risco habitual.

No Norte de Minas foram selecionadas as seguintes instituições: Hospital Municipal de Bocaiúva; Hospital Municipal Senhora Santana, de Brasília de Minas; Unidade Mista Municipal Dr. Brício de Castro Dourado, de São Francisco; Hospital Municipal São Vicente de Paulo, de Coração de Jesus; Hospital Municipal de Francisco Sá; Fundação de Assistência Social de Janaúba – (Fundajan); Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, de Monte Azul; Hospital Municipal de Januária; Hospital Funrural, de Manga; Santa Casa de Montes Claros; Hospital Universitário Clemente de Faria, também sediado em Montes Claros; Hospital Dr. Moisés Magalhães Freire, de Pirapora; Hospital Municipal Dr. Oswaldo Prediliano Santana, de Salinas; e o Hospital Santo Antônio, de Taiobeiras.

A identificação precoce do recém-nascido e da criança infectada verticalmente é essencial para indicar o início da terapia antirretroviral e da profilaxia das infecções oportunistas, além da realização do manejo das intercorrências infecciosas e dos distúrbios nutricionais.    
 
Testagem combinada
Para viabilizar o diagnóstico precoce, os hospitais deverão realizar a testagem combinada para HIV, sífilis e hepatites virais, independente do fato dos exames terem sido realizados no pré-natal, bem como da metodologia utilizada. Quando possível, a testagem também deverá contemplar o parceiro.

A coordenadora de vigilância em saúde da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS), Agna Soares Menezes explica que a profilaxia com antirretroviral deverá ser realizada imediatamente após o parto, em todos os recém-nascidos de mães HIV positiva.

A lém disso, a inibição farmacológica da lactação em puérperas também deverá ser realizada imediatamente após o parto. Já a distribuição da imunoglobulina humana anti-hepatite B obedecerá o fluxo ascendente, em que os municípios, por meio dos hospitais, deverão encaminhar demanda para as unidades regionais de saúde. 
 
Referências na região
Além disso, observa a coordenadora, os hospitais deverão referenciar a puérpera HIV e/ou hepatites virais reagentes e o recém-nascido ao Serviço de Atendimento Especializado de referência na região. Já os casos de sífilis deverão ser encaminhados para os serviços municipais de atenção primária à saúde para acompanhamento clínico, laboratorial e condução do tratamento.

O acesso dos pacientes aos demais medicamentos do Programa IST/Aids e Hepatites Virais se dá por meio das unidades dispensadoras de medicamentos locais, onde são realizadas a gestão e dispensação de medicamentos.

A superintendente regional de saúde, Dhyeime Thauanne Pereira Marques entende que a regulamentação da rede para atendimento à profilaxia da transmissão vertical da sífilis, hepatites virais e HIV “agilizará o diagnóstico precoce de casos e o encaminhamento de pacientes para tratamentos especializados, possibilitando com isso melhor qualidade de vida para mães e recém-nascidos. Além disso, a inserção de 14 hospitais da região na rede, viabiliza que todas as microrregiões de saúde consigam realizar as testagens rápidas em momentos oportunos”.

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