
A Ecovias das Gerais deu a largada para a tão esperada recuperação das BRs 116 e 251 no trecho norte mineiro. A iniciativa integra o “Plano de 100 Dias”, conjunto de ações que prevê a melhoria da rodovia nos próximos três meses. “Já foi resolvida a transferência de licenciamento para a concessionária e já foi publicado o Reidi, benefício tributário para fazer a concessão. Isso é uma evolução que a gente conseguiu desenvolver no Ministério, muito importante para conseguir os investimentos com mais rapidez”, declarou o ministro dos Transportes George Santoro, que participou da solenidade de lançamento do plano, no entroncamento das BRs. O Reidi, citado pelo Ministro, é o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura. Com isso, a empresa ganha isenção de impostos federais (como PIS e Cofins) sobre materiais e serviços utilizados nas obras. Ao simplificar a burocracia, o governo federal possibilita a redução dos custos e a celeridade na obra. De acordo com o Ministro, só em Minas Gerais, são 12 concessões e cerca de 100 bilhões contratados, com a missão de renovar a malha e potencializar a economia. “Se colocamos 13 bilhões, estamos gerando pelo menos 65 bilhões no setor privado nos próximos anos na região”, exemplificou.
A concessão, conforme ressaltou o Ministro, prevê situações que impactam diretamente na percepção de segurança dos usuários, com mais de 180 km de duplicação, mais de 150 km de terceira faixa, sinalização, ambulâncias, resgates, centro de comando e controle conectados com a Polícia Rodoviária Federal e câmeras de monitoramento. “Vocês vão ver a mudança de serviço. Esse projeto constrói um legado muito importante. É a décima segunda concessão que a gente inicia aqui em MG e numa região que precisa muito de investimentos. Daqui a 100 dias, voltaremos aqui para ver essa transformação”, assegurou.
George destacou ainda a participação efetiva das mulheres nos diversos setores de infraestrutura e citou a médica Raquel Muniz como alguém que “briga muito por esse investimento aqui e é importante para a gente”. Deputada da 55ª legislatura, Raquel Muniz lançou em 2015 a Frente Parlamentar pela BR-251 e deu início ao movimento que ecoou na cidade e na região. A iniciativa resultou em recuperação de trechos, mas o trabalho não parou ali. A meta, segundo Raquel, é a duplicação e, em audiências locais e em Brasília, ela reforçou a sua contribuição com sugestões que apontassem para uma solução. “Hoje, vejo a nossa luta virar realidade com o lançamento do Plano de 100 Dias. A boa política é feita assim. Plantamos a semente do bem hoje para colher os frutos lá na frente. O importante é não desistir e sempre insistir por quem mais precisa”, comemorou.
Para Alini Bicalho, prefeita de Francisco Sá, cidade cujo acesso é feito pela rodovia, os benefícios da obra estão para além do tráfego. “Assegurei que, nas obras que serão realizadas em Francisco Sá, a contratação de mão de obra seja feita, preferencialmente, com trabalhadores do nosso município. Isso significa mais oportunidade, geração de renda e fortalecimento da nossa economia local”, declarou.
Inicialmente, a concessionária pretende atuar em pontos críticos e marcados por índices de acidentes, como as serras de Francisco Sá e do Calixto. De acordo com a diretora-superintendente da Ecovias das Gerais, Amanda Marçal, há o propósito de desenvolver o trabalho focando principalmente na preservação de vidas, não só dos usuários que trafegam pela rodovia, mas dos trabalhadores envolvidos. A construção das bases foi iniciada e serão mais de 40 equipes multidisciplinares que vão trabalhar na conservação do pavimento, na faixa de domínio, na limpeza de bueiros, nos entroncamentos com a melhoria da sinalização, implantação dos elementos de segurança. “A gente quer devolver a confiança daqueles que trafegam pelas rodovias. A transformação dessa estrutura, os investimentos, os empregos gerados e tudo que tem dos 40 anos pela frente são consequências importantes para o desenvolvimento da região, do país, mas sem nossas vidas preservadas a gente não vai chegar lá”, frisou a diretora.
O plano de 100 dias, disse, é um choque de realidade, para os usuários perceberem a presença e cuidado da equipe com o trecho, bem como as melhorias imediatas. “Na sequência, a gente vai continuar com a elaboração de projetos, busca pelo licenciamento ambiental para que a gente conclua todos os trâmites predecessores às nossas obras estruturantes, duplicação, ponto de parada e descanso, enfim, tantas outras melhorias previstas”. A cobrança do pedágio só vai acontecer a partir da terceira fase da obra, quando atingir as condições mínimas definidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e será no modelo eletrônico free flow, que ainda não está ativo em nenhuma rodovia da região.
