
Uma mobilização nacional para ampliar a identificação de pessoas desaparecidas começou nesta última segunda-feira (24) e segue até a próxima sexta-feira (28). Durante o período, familiares poderão realizar gratuitamente a coleta de material genético em postos espalhados pelas 27 unidades da Federação — na região, oito cidades estão participando: Montes Claros, Janaúba, Capelinha, Diamantina, Januária, Paracatu, Pirapora e Taiobeiras.
Esta é a quarta edição da campanha, promovida pelo governo federal em parceria com as secretarias estaduais de Segurança Pública. A iniciativa pretende ampliar os bancos de perfis genéticos e facilitar o encontro entre famílias e pessoas desaparecidas que tenham sido localizadas, mas permaneçam sem identificação.
A chefe do Posto Médico Legal, da Polícia Civil, Aline Brito, explica que podem comparecer para a coleta familiares de pessoas desaparecidas, parentes preferencialmente de primeiro grau, independentemente de há quanto tempo ocorreu o desaparecimento. O procedimento é totalmente indolor e não invasivo. A coleta é realizada com um cotonete, utilizado para retirar células da mucosa da boca, que posteriormente são encaminhadas ao laboratório para análise.
“É um procedimento simples e tranquilo, que não exige jejum nem qualquer preparação prévia. Após a coleta, o material é analisado e o perfil genético obtido é inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos. As informações são comparadas por meio do CODIS (Combined DNA Index System), sistema desenvolvido pelo FBI, dos Estados Unidos, e disponibilizado ao Brasil por meio de cooperação técnica com a Polícia Federal e os laboratórios oficiais de perícia”, pondera a médica.
O material genético coletado dos familiares é comparado com perfis de pessoas encontradas vivas ou de corpos ainda não identificados. O cruzamento pode ajudar a esclarecer casos de desaparecimento.
Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e os dados do Boletim de Ocorrência. A coleta é gratuita, rápida e indolor, feita com um cotonete na parte interna da boca. Preferencialmente, devem participar familiares de primeiro grau, como pais, filhos e irmãos. Não é necessário estar em jejum. O material é inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos, que permite o cruzamento de informações em todo o país. Caso seja identificada uma correspondência, o familiar será comunicado pelo órgão responsável.
A coleta pode ser feita independentemente do tempo de desaparecimento. Mesmo após a campanha, familiares podem procurar a Polícia Civil para realizar o procedimento.
CONFIRA OS ENDEREÇOS
Montes Claros: Rua Dr. Felipe Eugênio Prado e Silva, nº 300, bairro Ibituruna
Taiobeiras: Rua Barcelona, n.º 420, bairro Bom Jardim
Pirapora: Avenida Benjamin Constant, n.º 163, bairro Santo Antônio
Paracatu: Rua Antônio Correia Vieira Cordeiro, n.º 366, bairro Bela Vista
Januária: Rua Maestro Manoel Leite, n.º 50, bairro Bandeirantes
Janaúba: Rua Antônio Luiz de França, n.º 412, bairro Veredas
Diamantina: Rua Dr. Nelson Edy Martins, n.º 406, bairro Cazuza
Capelinha: Rua Augusto Barbosa, nº 52, bairro Cidade Nova
