O vereador Wanderley Ferreira de Oliveira foi condenado a sete meses de detenção, com direito a sursis, em processo crime movido pelo então Coronel PM Carvalhais em razão de denúncias consideradas caluniosas. A sentença, porém, não fere o mandato parlamentar. Cabe recurso.

Na ocasião, o acusado teria dito que o corregedor da Polícia Militar arquivou denúncias contra o então Comandante Regional da PM em Montes Claros, Cel. César Ricardo Guimarães, por amizade.

De acordo com os autos, o acusado confirmou a publicação em um grupo de policiais militares sob a alegação de que queria dar conhecimento aos eleitores de notícia fato dada a ele, e, contraditoriamente, disse que restringiu a publicação a grupos de PMs.

Segundo a sentença, “o acusado não fez a crítica em razão do seu ofício, de sua função. Embora tenha pontuado que o seu principal objetivo era investigar desvios públicos – a sua fala é pontuada por antagonismo pessoal. Dentro desse antagonismo foi incluída a pessoa do Corregedor da Polícia Militar”, aponta o documento.

A defesa do acusado diz que “as pessoas que exercem função pública têm se tornado mais importantes que a própria função policial” e que “em momento algum ele agiu como policial reformado da Polícia Militar, mas como político, como vereador”.

Procurado pela reportagem, o parlamentar sustentou a sua fala e afirmou que recebeu com muita tranquilidade a informação.

“Assim que for comunicado para ir a Belo Horizonte assinar a documentação, vou entrar com recurso. O processo passará ainda por outras instâncias”.

Ouvido por O NORTE, o ex-comandante César Ricardo Guimarães declarou que o vereador atua em Montes Claros e fez denúncias caluniosas fora do município com o intuito de prejudicá-lo. “Em razão disso eu respondi a diversos processos administrativos e fui absolvido em todos eles. As acusações tinham cunho político e o objetivo de me prejudicar junto à categoria. A sentença resgata a honra das pessoas ofendidas de forma mentirosa”, disse.