Duzentos municípios mineiros são palcos de ações ambientais que ajudam a conscientizar os produtores rurais sobre a necessidade de aliar o cultivo à preservação e conservação das riquezas naturais. São vários projetos realizados pela Emater-MG que ganham ainda mais destaque neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. 

Um dos projetos executados é o de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco. Desenvolvido desde 2005, o programa é realizado em imóveis rurais dos municípios que integram a área de abrangência de sub-bacias do Velho Chico. 

São implantadas práticas de conservação, proteção e recuperação do solo, da água e da vegetação nativa, como barraginhas e terraços (para captação, retenção e infiltração da água da chuva e controle da erosão do solo e do assoreamento de corpos d’água); adequação ambiental de estradas vicinais e cercamento e proteção de nascentes e de matas ciliares.

Outra iniciativa importante é o Programa Irriga Minas, que visa a aplicação de tecnologias de irrigação por gotejamento em áreas de 500 m² para agricultores familiares. 

São priorizados aqueles que participam em programas de compras institucionais, como o Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação é feita por um convênio entre o Ministério da Agricultura e a Secretaria Estadual de Agricultura. 

Em 2020 foram capacitados 50 extensionistas em manejo de irrigação localizada e beneficiadas 495 famílias com kits de irrigação, em 41 municípios das regiões de Januária, Janaúba, Montes Claros e São Francisco, área que costuma sofrer com severas estiagens. 

Já com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia foram feitas ações de terraceamento e construção de barraginhas, no Assentamento Estrela do Norte, em Montes Claros, que beneficiaram cerca de cem famílias. O técnico local da Emater-MG, José Carlos Dias Santos, diz que a iniciativa trouxe ganhos não só ambientais como também econômicos e sociais.

“A gente obteve com esse trabalho uma maior durabilidade das pastagens, além de garantir produção e renda para os assentados. Assim conseguimos manter as famílias no meio rural e, ambientalmente, é indiscutível o valor das ações, porque os sedimentos que corriam para os leitos dos córregos e rios estão sendo descompostos nas barraginhas e terraços”, argumenta.