Benjamim Oliveira Júnior


Correspondente



JANAÚBA - Os bananicultores da região de Janaúba e Jaíba estão preocupados com o retorno das caixas de madeira, o que, segundo eles, facilitaria a proliferação de pragas e doenças, dentre elas a temida Sigatoka negra, responsável por dizimar plantações no estado de São Paulo e Norte do país.



Um grupo de produtores encaminhara correspondência ao Ima – Instituto mineiro de agropecuária alertando sobre a reutilização das embalagens de madeira por parte dos empresários do setor de comercialização e transporte da banana para os grandes centros urbanos, principalmente São Paulo. A preocupação dos produtores fundamenta-se no princípio de que a presença da doença devasta os bananais e obriga a classe rural a investir em outras atividades.



Na carta ao Ima, os bananicultores citam que não é raro encontrar nos pátios de postos de combustíveis de Janaúba caminhões e carretas retornando com as caixas de madeira vazias. A denúncia foi encaminhado para a regional do Ima em Montes Claros.



QUEIMA E DESTRUIÇÃO



O chefe do escritório seccional do Ima em Janaúba, Edmar de Castro Durães, diz que o trabalho da instituição é permanente, já que o risco sócio-econômico que a região corre é muito alto caso a Sigatoka negra se instale aqui. Segundo Edmar Castro, a ação do instituto baseia-se nas normas estabelecidas pelas portarias e leis que tratam do assunto.



Quando o Ima apreende um carregamento de caixaria de madeira usada, a carga, caso esteja transportando banana, é levada ao lixão e imediatamente destruída e, caso as caixas estejam vazias, são queimadas. No caso de caixas plásticas, que são laváveis, o condutor deve apresentar um atestado provando a desinfestação do fungo transmissor da praga.