Muita gente não sabe como descartar aquele computador velho, que não dá mais para usar, ou o celular já obsoleto, além das pilhas e baterias. Na maioria das vezes, esse lixo eletrônico vai parar nas pilhas de entulhos ou no meio dos resíduos orgânicos do dia a dia.

Para orientar os moradores sobre os perigos desse descarte inadequado, a Prefeitura de Pirapora promove, neste sábado (18), o Dia D da Coleta de Lixo Eletrônico.

A iniciativa tem a participação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), em parceria com a Lax, empresa de serviços ambientais.

De acordo com um relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular e pela Coalizão das Nações Unidas, o Brasil aparece em sétimo lugar no ranking mundial de produção de lixo eletrônico. Cerca de 1,5 milhão de toneladas são descartadas anualmente no país e apenas 3% são coletados para reciclagem ou para ser feito o descarte de maneira correta.

No Dia D será montado um EcoPonto na orla da cidade para que as pessoas possam depositar pilhas, lâmpadas, monitores, computadores, notebooks, aparelhos de TV, fax, telefone fixo, celulares, baterias e demais componentes eletrônicos.

“Não havia nenhum formato de destinação adequado para este tipo de resíduo na cidade. Sem essa definição, o descarte ocorre de forma deliberada, ou seja, o usuário sem consciência provavelmente descarta nas ruas, lixões ou vazadouros”, explica Bruno Santos Guimarães, diretor do Saae.

Ele conta que o município iniciou um trabalho para identificar quem poderia receber esse material. “Uma vez identificados os parceiros, fizemos campanha para adesão da sociedade”, diz Bruno.

O gestor alerta para o fato de que, ainda que o material não seja descartado diretamente no rio São Francisco, que banha a cidade, ele pode impactar na bacia do curso d’água. Mesmo com o aterro sanitário na cidade e instituições de reciclagem, a adesão da sociedade não é 100%.

“Nosso trabalho é mobilizar a sociedade, dispor de pontos em diversos locais da cidade que possam receber estes equipamentos, e a gente faz a logística de recolher em todos os pontos”, explica.

Segundo Bruno, a empresa irá a Pirapora recolher, dar a destinação adequada e certificar em tonelada o quanto a cidade está tirando de pontos inadequados para o reaproveitamento, reciclagem e destinação adequada.

O custo para o município é zero, pois a empresa ganha com a reciclagem do material que depois é comercializado. Com essa ação, Pirapora terá condições de conhecer o volume de lixo eletrônico produzido na cidade.

Perigo
“O problema do descarte irregular é que muitos desses objetos contêm metais pesados que, se caírem na água ou no solo, vão poluir o ambiente. É importante oferecer local adequado para tentar minimizar a poluição de ambos”, alerta Patrick Valim, biólogo e presidente do Codema na cidade.

Entre outros benefícios do descarte correto, Patrick ressalta que os materiais recicláveis podem ser transformados em novos materiais e isso evita a retirada de matéria-prima nova do meio ambiente.

A ação será contínua e quem não puder levar os materiais no Dia D, deverá procurar os parceiros credenciados que terão os recipientes adequados para o recebimento do material.