Pecuaristas mineiros ganham mais tempo para imunizar o rebanho contra a febre aftosa. O prazo final para a vacinação foi prorrogado para 18 de junho pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A extensão foi autorizada por conta da falta de vacinas registrada em algumas regiões de Minas e em diversos estados do Brasil, em razão do enfrentamento à pandemia de Covid-19.

A ampliação e o remanejamento de doses também foram solicitados por entidades representativas do setor, associações de criadores de animais e pelo Sistema Faemg.

Como a legislação determina que o pecuarista pode comprovar (declarar) a imunização até dez dias após o término da campanha, este procedimento também foi adiado.

O produtor mineiro poderá declarar a imunização de bovinos e bubalinos até 28 de junho.

Assim como em Minas Gerais, a imunização foi prorrogada no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Paraíba, Pará, São Paulo e Ceará.
 
IMUNIZANTES
A compra de vacina em estabelecimentos comerciais da iniciativa privada pode ser feita até o próximo dia 18, dentro do novo prazo acordado com o Mapa.

A fiscalização dos estabelecimentos comerciais autorizados para a venda de vacinas, em Minas, é feita pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

É também do instituto a responsabilidade pelo gerenciamento e fiscalização da campanha junto aos pecuaristas.

A expectativa é a de que, até o final da campanha, sejam imunizados cerca de 23 milhões de bovinos e bubalinos em todo o Estado. A estratégia tem como objetivo preservar a sanidade dos rebanhos e manter o compromisso com o agronegócio mineiro.

Perda de prazo gera multa
O produtor que não vacinar os animais estará sujeito a multa de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 98,60 por cabeça. 

A declaração de vacinação também é obrigatória. Aqueles que não a fizerem até 28 de junho junto ao IMA poderão receber multa de 5 Ufemgs, o equivalente a R$ 19,70 por cabeça.

A primeira etapa anual de vacinação contra a febre aftosa em Minas Gerais seria encerrada na última segunda-feira (31). Bovinos e bubalinos de todas as idades devem receber a dose.
 
DECLARAÇÃO ELETRÔNICA
Para mais segurança e comodidade em razão do enfrentamento da Covid-19, o produtor pode comprovar a vacinação dos animais usando o formato eletrônico de declaração que está disponível em www.ima.mg.gov.br ou, caso tenha cadastro, acessando o Portal de Serviços do Produtor, no próprio site do IMA.

Outra opção será o envio da declaração para o e-mail da unidade do IMA responsável pela jurisdição do município. Os e-mails de cada unidade podem ser consultados também no site do IMA. 

Nos municípios em que as unidades estiverem abertas, classificadas como Onda Verde do plano Minas Consciente, as declarações poderão ser realizadas de forma presencial.
 
PREJUÍZO
A febre aftosa é causada por um vírus, altamente contagioso e que pode trazer grandes prejuízos econômicos para os produtores, pois afeta o comércio internacional.

“A doença é transmitida pela saliva, aftas, leite, sêmen, urina e fezes dos animais doentes, e também pela água, ar, objetos e ambientes contaminados. Uma vez doente, o animal pode apresentar febre, aftas na boca, lesões nas tetas e entre as unhas”, detalha o coordenador estadual do Programa de Vigilância para a Febre Aftosa, fiscal do IMA Natanael Dias.
*Com Agência Minas