Dezesseis pessoas foram presas em Espinosa, no Norte de Minas, suspeitas de integrar uma quadrilha de tráfico de drogas. A operação realizada pela Polícia Civil foi o resultado de um ano e meio de investigações, com duas operações realizadas em março e agosto de 2020. Os detidos são acusados de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios, porte ilegal de arma de fogo, receptação, dentre outros.

As duas fases da Operação Anuros, realizada no ano passado, resultaram na prisão de 11 pessoas suspeitas de atuar no tráfico de drogas – jovens de 20 a 25 anos. Dois homens, de 34 e 39 anos, que chefiavam o grupo, foram presos preventivamente na última quarta-feira (28), data em que foi realizada a última etapa da operação.

Um terceiro investigado, que também exerceria papel de gerência na associação, obteve a ajuda de familiares para fugir da ação policial. 

Durante a abordagem, o investigado abandonou o veículo no meio da rua e, com apoio da mãe e de uma tia, conseguiu fugir pelos fundos da residência. O foragido encontra-se com Mandado de Prisão Preventiva em aberto.

“Em relação a essas mulheres, ficou evidenciado o uso do comércio de produtos para lavagem de dinheiro, além de compras e vendas de veículos, cargas transportadas em caminhão-baú e diversas transações bancárias com outras pessoas relacionadas ao tráfico de entorpecentes”, informou o delegado Eujécio Cotrim, de Espinosa.

Ainda de acordo com o delegado, toda a investigação foi realizada por meio de intercep-tação telefônica, análise de dados telemáticos e quebra de sigilo bancário e fiscal.

“A partir dessa investigação, chegamos à lavagem do dinheiro e refizemos todo o percurso da droga nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Conseguimos ligar a chefia da associação e estabelecer diversas células com a gerência e papel de liderança”, disse o delegado.
 
PATRIMÔNIO
As ações policiais também impactaram no patrimônio do grupo criminoso, com apreensão de armas, munições e veículos. Os carros foram sequestrados judicialmente pela polícia, gerando uma perda de cerca de R$ 1 milhão ao bando.

Dentre os veículos que estão à disposição da Justiça há um caminhão Scânia, uma caminhonete Amarok 4x4, um Gol, um Hiunday Elantra, um Honda Civic, uma caminhonete Fiat Strada.

De acordo com o chefe do 11º DP de Polícia Civil de Minas Gerais, Jurandir César Filho, a conclusão dessa terceira fase foi um grande trabalho da PC com foco no combate e repressão a organização criminosa especializada no tráfico de drogas, com repercussão direta em crimes de homicídio, roubo, estelionato, lavagem de dinheiro. Todos os detidos estão no Sistema Prisional à disposição da Justiça.